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Francesinhas

Written By ninki on sexta-feira, 4 de novembro de 2011 | 11:27

Para os ciclistas que participaram da Série 2010 e encomendaram medalhas francesas com a SAC, informamos que todas as medalhas já estão no Brasil.

As Super Randonneurs, do Brevet 300 e 400 estão comigo e já providenciei a gravação. E as de 200, 600 e 1000 estão com nosso Representante da ACP, e combinamos de ele me repassa-las na próxima segunda feira.

Vou calcular o valor de cada encomenda e enviar para cada um de vocês, ok?

Vamos fazer a entrega das mesmas no Brevet 200 de 20 de Novembro, aos que estiverem participando e para os que não estiverem presentes, enviamos via correio.

GIRO do CHIMARRÃO - Imagens

Written By ninki on sexta-feira, 8 de outubro de 2010 | 17:19

Aos poucos estão chegando as imagens feitas durante o Giro do Chimarrão. Quem tiver fotos e quiser compartilhar com todos, é só enviar o link ou as fotos para o nosso endereço eletronico, ok?

Segue o link do ALBUM do nosso fotografo oficial Roberto Furtado.

E as FOTOS da equipe de apoio do ciclista Scatola.

Agora as FOTOS da nossa voluntaria Luiza, no PC 7.

FOTOS, do Wagner, nosso motociclista voluntario e fotografo nas horas vagas.

ALBUM de fotos da nossa voluntaria Romi.

E as FOTOS do nosso ciclista voluntario, Moacir Wagner.

Giro do Chimarrão

...

GIRO do CHIMARRÃO - Relato do Rogenio

Written By ninki on sexta-feira, 1 de outubro de 2010 | 09:30

Tivemos exelentes referências do Rogenio, dadas pelo Roberto do Audax Paraná, que o chama carinhosamente de "meu pupilo". Todas as informações, que me foram passadas se confirmaram. Amigo, solidário, prestativo, um audaxioso com todas as letras, este é o Rogenio, leiam a seguir o relato dele do nosso mil km.

Rogenio, no Pc02, logo depois da serrinha. Imagem Romi.

E lá vamos nós, César, Juninho e eu novamente para mais um desafio de bike. Agora seriam 1.000 km pelas estradas do Rio Grande do Sul. Audax 2010 – Volta do Chimarrão. Único desafio com essa quilometragem na América do Sul! Saída e Chegada em Porto Alegre. Largada dia 16/09 às 23:00hs com chegada limite às 02:00hs do dia 20/09 (de Quinta a Segunda).

Saímos de Ponta Grossa, no dia 15/09 logo cedo ( 07hs), de carro vamos até Curitiba, de onde vamos de avião para Porto Alegre.

Empolgados, risos, brincadeiras, no meu caso para disfarçar o nervosismo e a expectativa da prova, pois seria a mais longa quilometragem que eu já havia pedalado!

Chegamos DC Navegantes (local da largada) com 2 horas de antecedência, e olha que não fomos os primeiros!

Aos poucos o pessoal vai chegando, a maioria da região mesmo, e alguns “malucos” de fora tal como o pessoal vindo de Brasília. Uns poucos conhecidos de outros desafios, assim como o amigo Gilson de Santa Catarina.

Chega o pessoal da organização, liderados pela Ninki, responsável direta pela nossa maluquice! Pessoal “tri-legal” como diriam os gaúchos.

Briefing, jantar, preparação para largada, Abraços a três, algumas palavras emocionadas agradecendo antecipadamente a presença dos dois amigos e largada! A Prova começa. Batimentos cardíacos acelerados.

O trajeto pela BR 290 é tranqüilo, acostamento bom, pedalamos praticamente num só pelotão.

Com 67km, pneu furado, troca rápida e apressada para não ficar muito atrás do grupo, rapidamente me coloco novamente com o pelotão.

Ponto de Apoio 01 – Rabelandia , 120km de prova, tudo bem, parada para um lanche rápido, e sigo em frente com destino ao primeiro Posto de Controle – PC – que estaria no km 167 de prova. Chego ao PC por volta das 06:20, uma hora além da previsão inicial, atraso justificado pelo furo de pneu e a parada no PA.

Nessa altura da prova estou pedalando sozinho, o pelotão inicial se desfaz face o ritmo diferente de cada participante, assim como a estratégia de parada de cada um.

A primeira noite foi tranqüila, sono em dia, sem cansaço, tudo ainda começando!

Chego a “serrinha”, são seis quilômetros de subida forte, o ritmo cai violentamente, mesmo tendo treinado em subidas, a “serrinha” se tornou um martírio. Após a metade da subida, tenho que “ziguezaguear” na pista, não consigo pedalar em linha reta. Uso a relação mais reduzida que tenho, 53 x 25, mas isso não facilita a subida. Demorei quase uma hora para conseguir vencer a danada!

Sabia que tinha um PC logo após a subida, mas cadê ele? Preciso de descanso, mas rodo, rodo e nada do PC. A serrinha terminou mas as subidas não, cada inclinação mínima que fosse me parecia “enormes subidas”, o cansaço era imenso.

Enfim o PC 02. 282 km percorridos, e neles a pior parte estava vencida. Parada para descanso, sinto que forcei demais na serra, a recuperação demandava tempo, o que não temos nesse tipo de prova.

Alimentação em dia, bike também, saímos para a estrada, busco forças onde não tenho, tento pedalar forte para “recuperar” o tempo perdido neste ultimo trajeto, no entanto a altimetria dos próximos 50 km também não ajuda, algumas descidas ajudavam a descansar, mas na seqüência de cada uma delas existiam subidas longas e desgastantes.

Chegamos ao km 330 da prova, PA do Hotel Ceolin, Conversamos, César, Juninho e eu, decidindo por uma primeira parada para dormirmos.

A informação era de que dali em diante o trajeto era praticamente plano, então um descanso de aproximadamente 4 horas seria o suficiente para recuperação do desgaste físico e mental.

Nem bem fecho os olhos, o despertador do celular toca informando que já se passaram às 04 horas de descanso, e lá vamos nós os três “guerreiros” dar continuidade ao desafio.

Somos informados de que alguns outros “guerreiros” tinham seguido em frente, que dormiriam no próximo PC no km 460.

O dia está ensolarado, a temperatura amena, mas o vento contrário torna a pedalada sofrida, apesar de ser um trecho plano.

Me sinto bem mantenho um ritmo de pedal razoável. Ao anoitecer a temperatura cai, o frio é maior do que na noite anterior, ou seria o cansaço que fazia ele parecer pior.

Chegamos ao PC 03 por volta das 00:40, são 460 km já percorridos, praticamente 50% da prova está completa.

O PC é num hotel, F4, ao parar a bike o pé esquerdo escorrega no piso liso, e sinto uma leve dor no joelho direito, pois este pé ainda estava preso no pedal, acredito não ter sofrido nada mais grave.

Segundo informações o pior trecho está vencido, dali pra frente era só moleza, quem chegasse até ali, certamente iria até o final.

A partir deste ponto optamos em descansar por volta de 1 hora em cada PC, eu repousaria no carro de apoio. Tudo está bem,

Voltamos para estrada, após uns 30 km de pedal o joelho direito passa a incomodar terrivelmente, não consigo mais forçar, cada pedalada passou a ser um sofrimento.

Com 509 km paro no acostamento, pois a dor se tornou insuportável, o frio da madrugada é intenso piorando a sensação de dor.

Respiro fundo, subo novamente na bike e volto para a prova, a dor aumentou, a parada deu “aquela esfriada” e voltar ao pedal foi extremamente difícil. Mais a frente encontro o carro de apoio, os amigos perguntam o que aconteceu pois demorei mais do que o normal naquele trajeto, informo sobre o problema do joelho e que deveria diminuir mais ainda o ritmo para “economizar” o joelho.

A dor passou a ser constante, meu ritmo passa a ser o de passeio, percebo que o joelho está levemente inchado.

Por volta de 100km aproximadamente, passo a pedalar apenas com a perna esquerda, dou duas ou três pedaladas e deixo a bike rodar até quase parar, aí mais duas ou três pedaladas novamente, e assim vou seguindo.

Chego ao PC 05 – km 658 da prova, com uma média de pedal de 10,29 km p/h, praticamente a mesma de se andar a pé!

Começo a me preocupar com a possibilidade de não chegar em tempo nos próximos PCs e de mesmo não conseguir completar a prova no tempo limite de 75hs.

Entre o PC 05 e o PC 06 são apenas 94 km, em condições normais poderia ter percorrido esta distância em torno de 3 a 3,5 horas. Demoro 07horas !!

No PC 06 já temos aproximadamente 750 km quilometros percorridos, chego com 52hs de prova – tempo que eu havia estimado para terminar os 1.000km.

Agora o foco é apenas conseguir terminar a prova dentro do horário limite.

Os 50 km que separam o PC 06 do PC 07, são os mais terríveis, como estava “economizando” a perna direita, pedalando praticamente apenas com a esquerda, o joelho esquerdo passa a incomodar, sentido o sobre esforço.

O trajeto é praticamente plano, mas levo intermináveis 04horas para percorrer os 50km!!

Enfim PC 07, 802 km percorridos em aproximadamente 56hs, meu corpo se nega a continuar. As dores agora não se restringem aos joelhos, o corpo todo está dolorido, pois não estou pedalando numa posição confortável, as costas doem, o pescoço está “duro”, as mãos amortecidas.

Chego neste PC com a sensação de que a prova acaba ali, o “moral” está em baixa. No entanto os amigos do apoio vem me cumprimentar dizendo que faltam apenas 200 km, que agora estava no fim, que sabiam que eu poderia pedalar o restante do trajeto sem maiores problemas.

Dou um sorriso amarelo, peço 40 minutos de descanso, e vou para o carro “cochilar” mais uma vez.

Esses minutos voam uma vez mais, sou acordado pelo césar, vamos lá campeão diz o amigo, checo minhas condições, estou “bem” pelas condições atuais, sigo em frente, lentamente, e assim vamos, passamos pelo PC 08, por volta das 13:30 da tarde, foram 102 km entre o PC7 e o PC8, num tempo de 06:30hs, praticamente estava me arrastando.

Do PC 08 até a chegada são mais 100 km aproximadamente, outras intermináveis 08 horas de pedal, as dores só aumentam, mas meu psicológico me ajuda a continuar, procuro não mais prestar atenção naquilo que sinto fisicamente, focalizo a chegada, os dois amigos extremamente cansados mas me dando a maior força, meus filhos, os amigos do Paraná, enfim busco visualizar mentalmente apenas pontos positivos, e assim pedalada a pedalada, metro a metro sigo em direção ao DC Navegantes – A CHEGADA.

E lá está ela, entro no shopping, e já ouço alguém falar: É o Paraná, o Rogenio está concluindo, respiro aliviado, prova concluída, desafio completado.

Como num passe de mágica tudo muda, o bom humor volta, ensaio algumas pidas, damos algumas risadas, recebo o certificado e a medalha das mãos do marido da Ninki.

Agradeço, e vamos os três “guerreiros” para o hotel em busca de um bom banho e uma cama macia para descansar após 70h51min de pedal, de risos, sofrimentos e muita luta.

Somos vencedores de nós mesmos, campeões de garra, os primeiros paranaenses a concluir os 1.000 km, somos um só!

Tudo acabou, mas nada será esquecido, desde os preparativos, a luta em conseguir levantar fundos para fazer tal odisséia, os amigos que colaboraram, que deram força psicológica, aqueles que ficaram rezando para que nada de ruim acontecesse, o pessoal da organização (show de organização), os novos amigos que fizemos.

Trouxemos na bagagem não só a experiência de pedalar 1.000km, mas principalmente o amadurecimento psicológico, a certeza de que podemos seguir sempre em frente, mesmo sob as condições mais adversas, que temos dentro de nós a força necessária para jamais desistir.

Agora só resta esperar a nova série do Audax para encontrar o velhos amigos de bike, e com certeza fazer novos!


...

GIRO do CHIMARRÃO - Relato do Claudio

Written By ninki on terça-feira, 28 de setembro de 2010 | 16:48

A gente da organização, as vezes acaba conhecendo pouco o pessoal do primeiro pelotão... do qual o Claudio faz parte, mas com o Claudio isso não se confirma, ele é sempre super presente na prova, e antes delas também. Sempre de bom humor, passa brincando com todos!! Leiam o relato dele, sobre como foi pedalar o Giro do Chimarrão.

Claudio em alguma parte do trajeto, imagem Romi

Terminei meus 600 km da SAC com muita dor no joelho algo que eu nunca tinha sentido, isso que já tinha feito a serie o ano passado com o Faccin. (Tendinite patelar ou Bursite) disse o traumato e que em uma semana eu me recuperaria, mas eu não disse a ele quantos quilômetros tinha feito e quantos mais eu pretendia fazer fiz um raio xis e segui o tratamento com certeza ele iria me chamar de insano ou algo pior.

O tempo passava e meu joelho tinha estacionado nos 85% de recuperação e minhas preocupações aumentavam, mas eu estava disposto a dar meu sangue por este brevet. Meu amigo Berreta disse: É mais cabeça do que perna! Meu amigo Saul disse: Chega um momento que tu só pensa em terminar... Meu amigo Rafael disse: Se pedalar-mos a 25km/h é possível e iremos nos divertir muito.

Juntei estas três dicas e usei como ferramentas durante o trecho, se está cansado vai cansar mais ainda, se esta com sono sentirá mais ainda, se esta assado cortado ou com bolhas vai piorar ainda mais, na escuridão da largada admirar o que! As estrelas os fios nos postes cantado a emissão da eletricidade como se nós estivéssemos andando na velocidade da luz? Por que não! andando acima de 25km/h sinal de que estamos bem.

Largamos as 23:00 em ponto acredito q todos estavão tensos afinal não é todo final de semana que saímos para pedalar uns 1000km. Sempre pensando no meu joelho que era o único q poderia me tirar da prova mesmo assim não seria fácil, pois eu estava extremamente focado neste brevet, eu estava bem escoltado Pelo grande Guerreiro Saul e o Mago dos cravos Rafael. Hehehe mascar cravos até um certo ponto funcionou.

Saímos em direção a Butiá que seria nosso primeiro ponto de parada logo ali em Eldorado do Sul meu primeiro pneu furado levei de 15 a 20 min para trocar todo mundo já tinha passado e a Ninki pediu agilização por que ali não era ponto de parada;

Beleza o Saul segurando a minha bike e o Rafael me xingando por que minhas espátulas são se ferro ele disse que vai me dar umas de plásticos só que eu já tenho, mas prefiri carregar as mais pesadinhas. Chegamos em Butiá para fazer um lanche e entramos para tomar um café enquanto o Saul esparramava seus potes na lateral da janela (Eu nunca vi um cara carregar tanto pote).

Já tinha perdido o sensor da roda dianteira do velocímetro coloquei o da minha MB que tinha levado e seguimos para o Papagaio. Neste trecho realmente o Rafael e o Saul me carregavam inclusive o Saul perguntou se eu conseguia puxar eu disse que estava com um pouco de dificuldade pois do dia 22/08/10 ao dia 16/09/2010 eu só pedalei 30min no rolo a 25km/h de média no dia 14/09/2010, devido a minha tendinite patelar até então tudo bem.

Chegamos em Cachoeira do Sul eu percebi que minha roda tinha discentrado devido a um raio quebrado, O Rafael começou a fazer contato com um conhecido de uma loja de bike no centro da cidade e rumamos para lá. Avisamos a organização que estávamos saindo da rota, chegamos na loja e fomos super bem atendidos logo a Trek véia foi para o pit stop colocação de raio e centragem de roda tudo pronto agradeço ao mecânico Leonardo infelizmente não lembro o nome da loja, foram tiradas umas fotos estamos no aguardo.

Seguimos em direção a casa da mãe do Rafael para tomar um café eu comecei a ficar tenso devido ao tempo perdido na loja de bike que foi necessário, mas não falei nada para não provocar pânico e afinal de contas era a mãe do Rafael que eu também a chamei de mãe.

Voltamos para estrada chegamos na RSC 287 e encontramos o Lazary passamos reto por Novo Cabrais em direção a Candelaria encontramos um restaurante no posto Ipiranga uns 3km depois do acesso a RS400 bem alimentados partimos para a mais dura escalada da prova já em seguida passamos pelo Jefersom que tinha furado um pneu antes da subida, o Saul subiu em seu ritmo estilo Armstrong e eu decidi acompanhar o Rafael já em uns 3 km de escalada o Rafael desceu da bike então eu continuei girando na minha coroa 34 e k7 21 eu ainda tinha dois cartuchos para queimar a 23 e 25 chegando aos 4km de escalada um rapaz das obras na via disse: não froxa falta só mais 2km então eu falei vamos nessa que ta bom. Subi para o k7 23 e comecei a dar risadas de tantas subidas e provocando a serra...

...Sobe mais então vamos lá sobe um dia tu vai terminar e apelei para o zig e zag no k7 25 aí foi barbada passei por três ciclistas e o Saul Armstrong tinha se mandado e eu preocupado com Rafael se acontecesse alguma coisa com o cara me sentiria culpado enfim no posto Betrin 15 min depois do Armstrongui e ele bem sentado com os potes esparramados dirigiu-se a mim com palavras preocupantes.

- "O meu temo que agiliza pois estamos um tanto atrasados..."
...e me fez algumas propostas, pedi para esperar o Rafael e decidir-mos o que fazer. Bla Bla Bla e largamos para o hotel Ceolin jantamos e nos reabastecemos pois os próximos 130 km não teria nada na estrada ao chegar na tal da barragem entramos a esquerda errando o caminho e já tinha uns 2 ali também perdidos acho que era o Baldasso e o Amarildo pedimos informação e voltamos para a rota. Uns km adiante o Saul pára e diz que esta desistindo vai voltar par o Hotel Ceolin e pegar um ônibus para POA.
"-Para de besteira rapaz vai voltar 25km agora?" "-Sim!" disse ele, "- prefiro fazer 25km do que sofrer mais 105km com sono". E decididamente retornou para o hotel.

Dali para a frente uma nuvem negra pairou em nossas cabeças não de chuva mas sim de sono, não estava frio mas chegar em Ijuí estava cada vez mais difícil a subida causou mal estar e náuseas no amigo Rafael ele não consegui andar 1km sem descer da bike dizia estar com muito mas muito sono, cantávamos gritávamos ele caminhava se alongava bebia água comia cravo mas nada dava resultado foi então que o pelotão do Lazary, Jeferson, Claiton, Baldasso, Amarildo e o Gilson apareceram pedimos para ele dormis uns 10 min no mato para reestabelecer mas pouco adiantou e em um buraco enorme no meio da pista furou o meu pneu trocamos o pelotão se foi e eu comecei a me preocupar com o tempo veio a primeira tentativa do Rafael "-Claudio eu vou desistir não agüento mais de sono". E foi ligando para a Ninki... hehehe não tinha sinal.

Passávamos pelo pelotão dos guris e em seguida uma nova parada até então para mim os cravos faziam muito efeito eu estava ainda sob efeito de cravos, disse o Lazary "-Rafael a gente vai te deixar aqui sozinho aí então tu vai pedalar". Segui em direção a BR 158 em Cruz alta e percebi que tinha um veículo passando por nós e era o Mogens meu Deus é o monge dos biker’s de madrugada dando um baita apoio fiquei muito feliz em ver uma alma santa naquele meio do nada se importando com a gente e eu olhei para ele e vi que nada estava perdido e que ainda tínhamos tempo em seguida chega o Rafael com o cobertor de emergência dizendo que vai dormir uns 10 min comentou se eu quiser continuar, e não pensei duas vezes toquei ficha e segui para RS342 e logo a frente o monge dos biker’s na PRF gritou um café e disse valeu to legal avisa os guris que estão vindo toquei ficha sozinho.

Passei pelos dois ciclistas de Brasília e então foi quando o sono me pegou fiquei em duvida se estava no caminho certo não tinha nenhuma informação na estrada desci da bike encostei no mato e sentei na beira da estrada e comecei a cochilar botei o relógio para despertar tive medo de acordar de manha na beira da estrada quando o primeiro ciclista parou e me perguntou se estava tudo bem chegou o segundo de Brasília perguntando se era pneu eu disse que era sono ele me convidou para caminhar só queria uns minutos de cochilo. Toquei ficha alcancei o magrão de Brasília segui dando umas bufadas e gritos para espantar o sono.

E chegamos em Ijuí as dez para a cinco da manha dormi 2 horas e naquela manha ventosa que eu também não esperava segui junto com o Claiton para carazinho acostamento difícil pista com inumeros remendos e um vento no peito eram os espinhos daquele trecho um bom almoço em Sta Barbará do Sul eu não sabia do paradeiro do Rafael se ele ainda estava na prova.

Quando chegamos no pedágio a 6 km antes de Caraziho o Claiton avistou o Rafael em um carro de apoio fiquei triste pelo companheiro, mas eu tinha de continuar pois me sentia bem jantamos e rumamos para Soledade no meio do caminha o Baldasso me deu um comprimido de Diclofenaco as dores no joelho eram preocupantes de novo o sono e então eu pedi para parar e dormir uns dez minutos na beira da estrada o Baldasso com uma lanterna de Mao começou a procurar um ponto adequado e o Gilson disse que tinha muito sereno podia pegar uma pneumonia então o Claiton achou uma casinha de ponto de ônibus foi então q todos se encostaram e cochilaram.

O Tatu chegou de moto falando que tinha uma casinha logo adiante e fomos para lá todo mundo deitado um do lado do outro tremendo de frio nao ficamos nem 5 minutos e seguimos em frente o Claiton se mandou na frente enfim chegamos em Soledade com uma temperatura baixa agradeço ao TATU que me emprestou uma jaqueta para encarar aqueles 11km de descinda até Lajeado com uma baita serração de manha tomei um banho em Lajeado e fui embora para Tabaí junto com o Claiton e o Baldasso na chegada comemos sanduba gastoreidi como diz o Berreta e pé na estrada em direção ao PPP o Claiton ficou segui com o Baldasso uma parada no pedágio de SCS e o Gilson mais o Victor nos passaram na subida do Vale Verde eu fui na frente avistei o Baldasso emprurrando a bike e toquei ficha em busca do Victor passei por ele e cheguei no PPP.

Arranquei em direção a POA com muitas dores no joelho algo de estranho começou a acontecer delírios, queimação no rosto, taquicardia, visão turva, sensação de subida mesmo nas retas e visões estranhas no trecho o Tatu encosta do meu lado me oferece um creme para passar no joelho que pouco funciona dalí então estabeleceu-se o meu desespero uma queda poderia me tirar da prova, estava delirando achando que estava perdido mas como se o Tatu estava do meu lado me escoltando e desde quando em Charquedas tem subidas eu já não sabia de mais nada e jemia de dor. Com muito sacrifício cheguei as 00:05 no DC com o importantíssimo apoio do grande guerreiro TATU que volta e meia dizia...
...falta pouco.

Agradeço a todos que me apoiaram fora e dentro da prova ao Saul, Rafael e o Berreta que compareceu na largada.

A todos que participaram e tiveram coragem de comparecer no DC as 23:00 hs com garra e coragem.

Aos voluntarios, Udo, Graxa, Pexe, Roberto Furtado para registrar belas imagens e ao monge dos Biker’s Mögens.

Obrigado Ninki

Claudio Kantino

GIRO do CHIMARRÃO - Relato do Bughera

Written By ninki on segunda-feira, 27 de setembro de 2010 | 17:55

Conhecemos o Claiton de longa data das provas aqui no RS. Nos aproximamos durante o Fleche Velocio de 2010, e acabamos construindo uma relação de respeito e admiração. Contamos sempre com os pitacos dele em nossos eventos, as frutas deliciosas que vocês comeraram durante o brevet, foram escolhidas por ele no CEASA. Segue o relato do Bughera, um dos tres BIMIL gaúchos.

Bughera, no Grenal, raspando o prato. imagem Romi.

Há duas semanas antes desse Brevet, eu comprei uma bicicleta nova. Antes pedalava com uma bicicleta aro 26, com ela pedalei todos os brevet do ano, passado inclusive o Farrapos 1000. Surgiu uma grande dúvida em minha cabeça, com qual bike eu iria fazer os 1000 desse ano. Com a bike antiga eu estava bem adaptado, conhecia cada probleminha que ela me ocasionava. Só que eu queria render mais, por isso adquiri uma híbrida. Fiz dois testes com ela antes do Giro da Lomba, um pedal de 50 km, onde furei uma câmera, e outro pedal totalizando 240 km. No último treino nenhum furo, um ótimo rendimento, e uma ótima adaptação.

Depois desses 290 km com uma boa adaptação e sem nenhum problema maior, decidi fazer a prova com a híbrida.

Depois de toda a ansiedade antes da prova, havia chegado o grande momento, a largada. Mais de vinte ciclistas insanos para percorrerem 1007 km em setenta e cinco horas num percurso com uma altimetria desafiadora.

Após a largada perto do pedágio da Concepa na BR 290minha primeira câmera furada. Fiquei por último vendo os demais ciclistas me ultrapassarem. Lazary me ajudou dando a iluminação. A causa do furo foram fagulhas de pneus, que logo encontrei – as. Dali segui até Pantano Grande já no km 120 da prova com uma breve parada na Rabelândia para um café e uma torrada.

Vinte km depois dali, o segundo furo, dessa vez nenhum objeto foi encontrado. Novamente estava em último na prova. Mais alguns quilômetros e cheguei ao primeiro PC. Dei as câmeras ao voluntário Graxa consertar para mim, alguns minutos depois segui até Cachoeira do Sul, até chegar ao posto do Édison para fazer o abastecimento.

O dia estava ensolarado com o clima quente, o desgaste foi aumentando perto do meio dia. Depois de sair da BR 153 entrei na RST 287, foram 18 km de movimento intenso com um acostamento ridículo ao qual estou acostumado a pedalar seguidamente. Antes da temida subida de Candelária parei num boteco para abastecer bem as caramanholas e me alimentar para encarar a primeira grande lomba da prova. O sol continuava muito forte e me castigando. Pela metade da subida dei uma parada para refrescar a mente. Em seguida encontrei um ciclista que havia recém desistido da prova. Continuei até chegar ao PC dois em Passa Sete km 282 da prova. Os primeiros sinais de sono começavam a aparecer.

Em Arroio do Tigre encontrei o ciclista e voluntário pedalante Udo que havia saído do PC para tirar algumas fotos. Em Arroio do Tigre as descidas começaram a aparecer, mas logo sumiram e deram lugar a subidas novamente. Cheguei ao km 330 em Estrela Velha já anoitecendo junto com mais alguns ciclistas, Miorando, Amilkar, Francisco, Saul, Cláudio, Rafael e Gílson.

Eu estava bem desgastado, com sono, assim como o ciclista Gílson. Dei uma cochilada na mesa, enquanto Gílson deitou se um pouco numa poltrona. Após um tempo de cochilo acordei e aguardei os demais ciclistas para partirmos juntos.

Já em Salto do Jacuí encontramos o Jéferson e o Beto, ambos famintos. Não haviam parado em Estrela Velha. Dei meu sanduíche e algumas mariolas a eles, eu estava bem alimentado naquele momento. Sacrifiquei minha comida para os próximos 130 km para não ver dois parceiros desistirem do Brevet por falta de comida.

Fomos seguindo para Cruz Alta com bastante sono, gritando pela noite para o encosto do sono ir embora. Esperamos o Rafael tirar um cochilo nas moitas na beira da rodovia e seguimos. O frio estava ficando intenso pelas cinco horas da manhã eu precisando de um café e não havia nenhum estabelecimento aberto ainda. Nisso perto da PRF apareceu o Mogens, achei que fosse a salvação para o meu café, mas foi apenas mais um delírio. Mogens não tinha café, mas resolveu o problema. Foi até a polícia e conseguiu um café para nós. Logo após segui até o Hotel F4 em Ijuí enfrentando vários buracos na rodovia escura. Cheguei ao Hotel ás 5 e 10 da manhã, tomei um banho e tirei um sono de duas horas. Para acordar foi um inferno, a vontade de desistir foi grande. Fui forte e resolvi permanecer em estado vegetativo. Tomei o café da manhã e parti juntamente com o Cláudio para ingressar na BR 285. A rodovia possuía buracos no acostamento, em grande parte do trecho consegui andar sobre a linha branca com cuidado. O grande vilão desse trecho não foram os buracos aos quais muitos temiam, e sim as lombas e o vento contra que soprava.

Ninguém deu importância para estes dois elementos antes da prova. Talvez um erro de estratégia de alguns ou um simples esquecimento de tanto falar em buracos.
Depois de 30 km percorridos na 285 furei mais uma câmera de ar. Mais uma vez não encontrei nada no pneu.

Mais alguns km percorridos juntamente com o Cláudio e mais uma vez a maldita câmera fura, já era o quarto furo da prova. Verifiquei o pneu, a fita do aro, tudo parecia perfeito.
Após mais um conserto paramos para almoçar e continuamos com o vento a soprar contra e a subir mais lombas.

Chegamos ao PC virtual em Carazinho, á tardinha, onde comemos uma macarronada com ovos fritos e seguimos até ingressarmos na BR 386.
Estávamos bem cansados no km 600 da prova a pior parte do roteiro já havia sido feito. Sabíamos que a partir dali começaríamos a ter um trajeto mais fácil, isso se o sono deixasse. Eu estava num ritmo bom e resolvi pedalar um pouco mais rápido que os demais ciclistas que estavam comigo.

Cheguei ao PC5 em Soledade km 658 da prova por volta das 22 e 30 min. Mais um cochilo de meia hora e alimentação. Em seguida parti com os mesmos ciclistas que estavam comigo anteriormente e o Lazary que depois de se perder na rota e ir para Passo Fundo juntou – se a nós.

Alguns quilômetros a mais e decidimos tirar um cochilo num abrigo que encontramos na beira da rodovia. Deitamos sobre uma chapa de madeira e cochilamos, acordamos com um frio tremendo. Ninguém havia lembrado de pegar o cobertor de emergência para nos cobrirmos.
Mais alguns quilômetros madrugada adentro e chegamos em Vila Assis, onde paramos para tomarmos café e nos alimentar. Quando fomos partir o pneu traseiro estava murcho, quinto furo e nada de eu encontrar a maldição. Lazary me deu uma câmera nova, alemã, talvez essa seria a solução.

Seguimos em direção a Pouso Novo num trecho com 8 km de descidas constantes. Após a descida paramos no pedágio e esperamos pelos demais que estavam um pouco mais lentos. Velho Lazary e Baldasso resolveram não fazer o caminho por onde passam as motos e bicicletas, pegaram uma estradinha que dava do outro lado da cerca do pedágio para cassarem algumas borboletas ao amanhecer. Erraram o caminho devido aos delírios e as seqüelas.

Chegamos em Lajeado PC6 km 752 por volta das 8he30min da manhã, bastante cansados e com fome. Pedimos uma macarronada deliciosa para saciar nossa fome e em seguida partimos pela BR 386, com um lindo dia de sol.

Após uns 15 quilômetros de retomada de pedal, mais uma vez câmera traseira furada. Mais um conserto, sexto da prova. Cinco Km depois foi a vez do Baldasso furar uma. Paramos consertamos e seguimos. Dez quilômetros adiante mais uma vez, adivinhem de quem?
Já estava de saco cheio com essa perca de tempo, a vontade era grande para desistir. Mas ainda havia tempo e resolvi seguir com o psicológico muito abalado.

Começamos a pedalar num ritmo forte, para recuperarmos o tempo perdido. De Fazenda Vila Nova até o PC7 km 802 de Tabaí.

Deixei as coisas que não quis mais com a Luiza, voluntária da prova. Eliminei um pouco de peso, troquei de roda com o Udo, também voluntário para ver se terminava o meu problema com as câmeras. Cláudio e Baldasso saíram antes do que eu. Resolvi parar um pouco mais no PC.
Pedalei por cerca de mais 15 quilômetros e mais um furo. Oitavo da prova. Mesmo com outra roda furei de novo, falta de sorte.
Perto de Passo do Sobrado restando uns 140 km para o final do Brevet, mais uma vez furei. Eu não tinha mais condições de ficar verificando nada, mal conseguia trocar a câmera, estava com muito sono. Joguei bastante água no rosto e decidi pedalar num ritmo alucinante, atacando as subidas até o PC8 Km 902 no PPP em General Câmara. Um breve descanso e uma massagem nas pernas. Em seguida parti com o Gílson e o Lazary, onde os acompanhei até o Trevo de acesso a General Câmara. Eles pararam para tomar um café e eu segui, com medo de furar mais um pneu. Se assim fosse, ganharia um tempo em relação a eles. Estando atrás do Lazary na prova, era sinal que eu estaria atrasado, preferi ficar a sua frente.

Quando eu estava em Charqueadas o sono havia me dominado por completo, corri riscos de dormir em cima da bicicleta a qualquer momento. Vi vultos, assombrações e outras coisas que nem lembro. Estava delirando. Cheguei no Postaço em Charqueadas por volta das 22 e 30 min de domingo. Por milagre sem furar pneu. Restavam cerca de 50 km para o final da prova. Não sei de onde tirei forças para conseguir ficar acordado. Meu ritmo era muito lento, assim fui me arrastando até o final do Giro. Completei a prova faltando meia hora para o seu término.

Para mim foi uma grande superação, depois de tudo que havia me acontecido. Cansei mais de trocar câmeras do que pedalar.

A todos que terminaram a prova com sucesso, meus parabéns. Aos que desistiram por algum motivo, vocês são guerreiros e tiveram coragem em encarar uma prova de mil km numa altimetria desafiadora. Para as próximas provas virão mais fortes, podem crer.

Claiton (Bughera)

vidadebicicleta

GIRO do CHIMARRÃO - Relato do Gilson

Written By ninki on sexta-feira, 24 de setembro de 2010 | 21:06

Acabo de receber o relato do Gilson kassulke, de Joinville SC. Conhecemos o Gilson ainda no Brevet 600, que ele veio pedalar com a SAC. Sempre com um sorriso no rosto, seu jeito tranquilo de falar e pedalar conquistou a todos da Organização desde o primeiro momento.
 
Gilson ainda no Pc 01, imagem Romi.

"Quando comecei este ano tinha somente um objetivo, fazer o Audax 200 em Curitiba.

Depois fui entender que tratava-se de uma série que iria até os 600km.

Fui pego desprevenido pela chuva e frio nos 300km e desisti. Neste meio tempo fiz o 200km em Floripa com o Dela. Saiu a 2ª chance para os 300, não perdi tempo já me inscrevi e fui fazê-lo,debaixo de muita chuva, mas agora com uma capa apropriada.
Aí veio o 400km, sem chuva mas com muito frio.

Fiz o 600km com saida na chuva, praticamente a noite toda molhado e frio.Nos últimos 100km pedalei com o vento contrário que me despedaçou e cheguei uma hora e quinze após as 40 permitidas.

Fiquei triste e inconsolável. Saí busca de mais uma chance para mim e a encontrei na Sociedade Audax em Porto Alegre, onde fui muito bem recebido. Fiz novos amigos e acabei dentro do prazo de 40 horas.

Agora só faltava um grande desafio os 1000km. Sei que muitos não acreditavam em mim, mas fui como objetivo bem claro de terminar a prova, pois o investimento foi todo do meu bolso, e não poderia me dar o luxo de desistir.

Nao faltaram tentações para desistir principalmente quando via colegas que pedalaram junto comigo durante muitos quilometros desistirem.

Um destes momentos foi em Soledade quando o vento frio foi congelando o pessoal. Já embaixo da Serra achei que pudesse dormir, não deu tempo, preferi tomar um banho, trocar de roupa e comer uma bela macarronada com molho e queijo ralado. Estava renovado para mais um dia o qual passei pedalando forte para ganhar tempo.

Muitos foram os momentos que tive sono, as vezes meus braços amoleciam de repente, comecei a me preocupar com este sintoma e procurei comer mais, mastigar algo e tomar mais líquidos.

Muitos amigos que até então pedalaram comigo começaram a pedalar mais forte, aí me concentrei e continuei em um ritmo sem exigir demais, pois ainda faltavam muitos kms.

Chegando no Pesque e Pague consegui comer bem aquele macarrão com carne de frango. Ainda faltavam os 100km, saímos e buscavamos vencer cada elevação; Fomos acompanhados pela equipe de apoio o tempo todo,oque nos confortava.

Mantivemo-nos acordados pois nos falavamos muito, sem dar chance para o sono. Chegamos ao fim com dever comprido.

Fico feliz por todos que conseguiram vencer as infinitas dores, sonos, mal estar, etc.

Somos VENCEDORES."


Um abração



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GIRO do CHIMARRÃO - Imprensa

Além da divulgação, que tivemos do Brevet na Coluna do Poti, na Zero Hora. Alguns ciclistas me mandaram e-mails dizendo que sairam em jornais locais nas suas cidades. Isso é bom para a modalidade que acaba ficando mais conhecida e muito bom para a SAC, que tem seu trabalho divulgado em diversas cidades.

O primeiro a me enviar o link da matéria foi o "bimil" Claiton Ketzer, mais conhecido entre os ciclistas como Bughera. Que ganhou espaço no ARAUTO, Jornal de Vera Cruz

Estamos aguardando outros links para que vocês possam acompanhar e também os relatos dos participantes, ninguém melhor que eles para contar como foi pedalar esse desafio.

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Medalhas Super Randonneur

Written By ninki on quarta-feira, 22 de setembro de 2010 | 08:40

para ver a imagem em tamanho maior, basta clicar sobre ela

Este é o arquivo que todos os SUPER RANDONNEURS 2010, devem preencher para adquirirem sua medalha francesa.
Estaremos aceitando encomendas de hoje dia 01 até o dia 30 de Setembro. O valor informado pelo nosso Representante da ACP no Brasil é de 6 euros cada medalha, mais despesas de envio.

Quem tiver interesse em fazer a encomenda deve entrar em contato com a Organização pelo nosso endereço eletronico e em seguida estaremos enviando um arquivo para ser preenchido pelo ciclista.

Também podemos adquirir as medalhas dos Brevets 200, 300, 400, 600 e 1000 o valor informado é de 5 euros por medalha, mais despesas de envio.

A nossa previsão de entrega dessas medalhas, é o jantax do Brevet 200 km, que abrirá a Série em 2011, mas ainda temos que ver se isso é realmente possivel.

Lista de encomendas



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GIRO do CHIMARRÃO - agradecimentos I

Written By ninki on terça-feira, 21 de setembro de 2010 | 13:34

Quem participa de um Brevet pedalando, muitas vezes não tem ideia da demanda que a Organização tem para realizar o detalhamento de serviços na estrada.

No Giro do Chimarrão, fizemos o trajeto 3 vezes de carro, para fechar todos os detalhes. Parando em quase todos os pontos de comércio das rodovias, e mesmo assim tivemos algumas surpresas, devidamente resolvidas antes de os ciclistas passarem no local.

Um exemplo é o Posto Amarelinho, que transformou-se em Posto Vende-se. Era o nosso PC virtual e por isso não fizemos contato durante a semana anterior ao Brevet. Quando a Organização chegou lá, um pouco antes da primeira dupla, simplesmente o posto não existia mais, foram tiradas as bombas, toldos; restando apenas o esqueleto.

Pontos de Apoio durante o trajeto, são muito importantes e por esse motivo queremos agradecer a todos que colaboram com a gente, nos atendendo com carinho durante o Brevet.

RABELANDIA - já se tornou ponto tradicional em nossos brevet. A equipe do seu Charles, ja conhece a maioria dos ciclistas pelo nome. E sempre nos atende super bem!!

Posto BETRIN - quando cheguei lá pela primeira vez, falando da prova, o pessoal do posto deve ter me achado meio maluca, falando de um trajeto de mil kms que iria passar por ali e que precisava de um ponto para dar apoio aos ciclistas. Fomos muito bem recebidos. Comida e atendimento de qualidade. Nosso agradecimento ao Wagner e sua equipe.

Hotel Ceolin e Nicoledi - apesar de poucos terem usado esses locais para descanso, o atendimento foi muito bom. Ciclistas foram bem recebido e bem atendidos! Pelo menos foi esse o relato que tive.

Hotel Formula 4 - fomos muito bem atendidos pelo pessoal do hotel, tudo dentro do esperado, camas confortaveis, café da manhã servido em horario especial;
Um PC incrivel, foi isso que ouvimos de todos os ciclistas participantes.

Churrascaria Grenal - horario especial e bom atendimento, oito da manhã e os ciclistas se deliciando com uma massa caseira feita na hora, foi essa a cena principal deste PC.

Posto Charrua - Tratei todos os detalhes com o proprietario da lancharia por telefone, fomos super bem atendidos. Apesar do local estar fechado na madrugada, recebemos sanduiches e outros mimos para serem servidos aos ciclistas.

Pesque e Pague - O PPP, quase dispensa comentarios!! A dona Irma e o seu Lidio, já fazem parte da tradição dos brevet aqui no estado. Sempre com seu jeito simples de atender a gente, acabaram se transformando em ponto de parada de todos os ciclistas que passam pela 244, estando ou não em provas. Conquistaram o coração de todos, seja pela acolhida solidaria, pelo prato de massa sempre delicioso.

Muitos outros locais poderiam ser citados aqui, mas escolhemos apenas os principais, senão o post ocuparia toda página e vocês iriam se cansar na leitura.

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GIRO do CHIMARRÃO - 1ª impressão

Written By ninki on segunda-feira, 20 de setembro de 2010 | 18:35

Toda unanimidade é burra.
Quem pensa com a unanimidade não precisa pensar.

Nelson Rodrigues

Comecei o texto com essa frase do Nelson, para dizer que o nosso Giro do Chimarrão, nunca quiz ser uma unanimidade de pensamento.

Tivemos discordâncias com o trajeto, com a maneira e o tempo que publicamos as informações. Mas em nenhum momento deixamos de ser responsáveis com a organização do evento.

Tratamos tudo com muita seriedade e não contamos com a sorte!

Foi sem dúvida um trajeto difícil, desconhecido para muitos, mas ousado, como tudo que fizemos em 2010. Quem participou sabe do que estamos falando.

Temos uma lista de agradecimentos para fazer depois desse Brevet, mas queremos começar agradecendo a confiança de todos que se inscreveram e participaram! São vocês que dão o brilho de cada quilômetro percorrido!

Quando somamos os kms pedalados pelos ciclistas participantes chegamos a fantásticos 17 mil kms percorridos.

Isso significa ir TRÊS vezes do Oiapoque ao Chuí!

E tivemos apenas um acidente durante o percurso, aqui em Charqueadas, dentro do nosso quintal, por onde passam mais de 70% dos Brevets realizados no Estado.

Mais uma vez o nosso PARABÉNS a todos que participaram desse Desafio!

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GIRO do CHIMARRÃO - TEMPOS

Written By ninki on quinta-feira, 16 de setembro de 2010 | 09:59

Tentaremos ir atualizando os tempos de cada ciclista na estrada. Claro que para isso dependeremos do sinal da Internet pelo trajeto. E sempre dentro do possivel estaremos postando aqui as novidades, ok?

GIRO do CHIMARRÃO - Pontos de Apoio

Written By ninki on terça-feira, 14 de setembro de 2010 | 21:30

Um trajeto longo como esse, se faz super necessário que tenhamos alguns Pontos de Apoio entre os PCs.

Começamos a usar esse termo lá em 2008, quando cuidamos da organização de um 400 e 600, bem espartano... quem participou lembra bem como foi!

No Giro do Chimarrão, será permitido apoio externo nos seguintes Pontos de Apoio.

PA01 - RABELANDIA - km 120 da prova

Lancheria na BR 290, lado Esquerdo, 24 horas.

PA02 - HOTEL CEOLIN - km 330 da prova

Em Estrela Velha, hotel, lancheria e rodoviaria (abre as 06 e fecha as 21 horas).

Para quem quiser descansar no local, tomar um banho e for chegar após as 21 horas, deve ligar para o seguinte telefone 51 3616 7095 falar com Luis ou Jaqueline.

PA03 - Restaurante Estrela - km 512 da prova

Posto bandeira ESSO, lado esquerdo da rodovia, logo após o Restaurante

O Restaurante fica próximo a entrada de Sta Barbara. Tem lanches variados e permenece aberto entre as 7 da manha e 22 horas.

O buffet, com opção de grelhados, funciona entre as 11 e 14 horas. Quem chegar antes ou depois desse horário pode optar por uma alaminuta, eu experimentei e é ótima.

PA04 - POSTAÇO - km 954 do trajeto

Ponto tradicional, usado em praticamente todos os Brevet da SAC. Lancheria aberta até as 00 hora. Na RS 401, lado direito da rodovia.

Teremos em cada PC, uma lista de outros pontos ao longo de todo trajeto. Por isso consultem os voluntários.

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GIRO do CHIMARRÃO - programação

bom dia pessoal

Vamos a programação de quinta feira, dia 16 de setembro.
Já falamos tanto nisso, aqui no site, que acredito ser dispensável muitas explicações. Vou apenas informar a rotina de horarios, ok?

19 horas - recepção dos ciclistas, no DC Navegantes;

19h15min - entrega do kit;

20 horas - Briefing no Auditório do IPA;

21 horas - Intervalo para jantar;

22 horas - Fim do prazo para entregar sua bagagem de estrada;

22h50min - Vistoria;

23 horas - LARGADA;

*detalhes sobre o jantar:

FAST GRILL - Buffet a kilo, R$ 2.09 por 100 g - cardápio bem variado, com 4 tipos de massa (canelone, lazanha, crepe e talharin).
Prato a la carte - Filet Formaggio - R$ 11.00

Desconto de 10% para ciclistas inscritos no Brevet.
Eles terão pelo menos dois sabares de Isotonico para venda no local.

Detalhes da ESTRADA.

Linha do TEMPO.

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GIRO do CHIMARRÃO - pré e inscrições

Written By ninki on segunda-feira, 13 de setembro de 2010 | 16:07

As inscrições se encerram hoje as 23h59min, então apresentamos a lista até esse momento. Temos até o momento 17 inscritos confirmados, acreditamos que teremos pelo menos 20 ciclistas participando do I Giro do Chimarrão.


GIRO do CHIMARRÃO - saco da SAC

Sobre a questão do Saco da SAC, cada ciclista poderá escolher dois pontos para ter acesso a sua bagagem na prova.

Ponto 01 - HOTEL FORMULA 4 em Ijuí

Ponto 02 - HOTEL NICOLEDI em Soledade

Ponte 03 - CHURRASCARIA e HOTEL GRENAL em Lajeado.

Quem optar por bagagem em dois lugares deve separar a mesma, em dois Sacos diferentes.

Já que o atendimento na BR 386, será realizado pelo segundo grupo de voluntários, que entrará na prova apenas no sábado, vindos direto de Porto Alegre, sem passar pelos outros pontos do trajeto.

As REGRAS para a bagagem, serão as mesmas do Brevet 600 km.

O prazo fixado para recebimento da bagagem é 1 horas antes do inicio da vistoria.

Informem para o voluntario os locais para onde devemos encaminhar a sua bagagem.

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GIRO do CHIMARRÃO - infra na estrada I

Aqui estão citados todos os PCs que teremos durante o percurso, leiam com muita atenção.

PCO1 - Km da prova - 167

Posto PAPAGAIO, bem na "esquina" da BR 290 com a entrada para Cachoeira do Sul, lado direito da rodovia.

Abre as 04h30min - média 30/h
Fecha as 10h00min - média 15/h

Disponivel, frutas e água.

PC02 - km da prova - 282

Posto BETRIN, bandeira CHARRUA, no km 32 da rodovia lado direito.

Abertura as 10 horas da manhã de sexta; média calculada de 20 por hora. ( Sendo esse o trecho mais dificil, quando tratamos de altimetria, por isso usamos essa média para calcular)
Fecha as 18 horas - média 15/h

Disponivel, frutas, água, 1 torrada e 1 café com leite.

PC03 - km da prova - 460

Hotel Formula 4, bem no trevo de Ijui, lado direito da rodovia.

Abre 18h30min, média 22/h
Fecha as 6 horas da manhã de sábado, média 15/h

* Para os que chegarem até a meia noite de sexta, do outra lado da rodovia tem uma loja de conveniência ótima do POSTO 44, a melhor que já encontrei nas rodovias que costumamos usar para as nossas provas.

E combinamos com o hotel, para os que chegarem após esse horario, poderão comer no hotel mesmo, como foi postado na semana passada (mini pizza, torrada e hamburguer).

Diponivel nesse PC
Bolo de chocolate ( uma gentileza do Formula 4), água, frutas e sorvete IGLU'S

Apoio Mecânico da loja IjuiBikeCenter, com mecânica básica como é de praxe em nossos eventos

PC04 - km da prova - 584

Posto Amarelinho, lado esquerdo da rodovia, usem a rotatória para acessar o local com toda segurança.

PC será virtual, apresentação junto com o passaporte, de uma notinha do local. O posto tem lacheria e restaurante 24 horas.

Abre as 6 horas da manhã com média de 17/h, fizemos esse cálculo, observando uma janela média de 4 horas de sono, no PC anterior.

O prazo máximo para os ultimos alcançarem esse PC é as 16 horas de sábado.

Tentem pedalar um pouco mais rápido, para poderem descansar em um dos hoteis do trajeto.

PC05 - km da prova - 658

Hotel NICOLODE, ao lado do Posto Latino, Km 242 da BR386 (lado direito da rodovia) quase no final do trecho urbano de Soledade.

Abre as 10he30min de sábado, média 16/h
Fecha as 22 horas de sábado, média de 12.4/h

Nesse ponto é interessante os últimos avaliarem a possibilidade de sono.

Disponivel água, frutas e gel (2 unidade para cada ciclista).

PC06 - km da prova - 752

Churrascaria e Hotel Grenal, km 341, ainda na BR386, lado esquerdo da rodovia.

Abre as 16 horas de sábado, média de 16/h.
Fechando as 6 horas de domingo, com média de 12.4/h.

No briefing, darei informações mais precisas sobre a alimentação neste PC, se eu fosse escrever aqui, ficaria confuso, ok?

PC07 - km da prova - 802

Posto CHARRUA, em torno de 6 kms, após a "esquina" de Tabaí, já na RSC 287.

Abertura as 23 horas de sábado, média de 16/h.
Fechamento as 9h20min de domingo, com média de 12.4/h.

Disponivel, água, 1 sanduiche e frutas.

PC08 - km da prova - 904

Pesque e Pague Panorama, na RS244, lado direito da rodovia.

Abre as 5 horas da manhã, com média de 16/h;
E fecha as 18 horas, com média de 12.4/h.

A Dona Irma estará nos aguardando com aquele tradicional e saboroso prato de massa.

Disponivel, água e prato de massa ( com dois molhos, galinha ou carne).

No DC Navegantes teremos plantão apartir das 10 horas da manhã de domingo. Prazo máximo de chegada as 02 horas da manhá de segunda.

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Linha do Tempo, 75 horas

Written By ninki on sábado, 11 de setembro de 2010 | 07:22

Neste mapa, estão todos os PCs, e vocês podem acompanhar a linha máxima de tempo para chegar em cada ponto do trajeto.

GIRO do CHIMARRÃO + informações II

Written By ninki on quinta-feira, 9 de setembro de 2010 | 16:10

Sto Antonio do Planalto, Tio Hugo, Mormaço e Soledade

Depois de Carazinho, mais alguns kms saimos da 285 e entramos na BR 386, em direção a Soledade onde teremos o PC05. O PC será no Hotel NICOLODE, ao lado do Posto Latino, Km 242 (lado direito da rodovia) quase no final do trecho urbano.

A BR 386, tem acostamento em boas condições e um fluxo de veículos razoavel nos finais de semana. Nada assustador, mas cuidado sempre é bom! Até chegar ao hotel passaremos por 4 trechos urbanos que exigem atenção redobrada, porcausa dos cruzamentos. Mas também teremos a vantagem de termos muitos locais com alimentação.

Entre Ijuí e Soledade serão praticamente 200 km sem dormir, por isso é fundamental poder descansar um pouco neste ponto.

Para realizar sua reserva, ligue e informe que está participando da prova de ciclismo.

fone 054 3381 2472
valor da diaria $ 32.00
responsavel Seu José

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Infra de Ijuí

Atualizando sobre a questão da alimentação que ficou em aberto ontem para o PC03.

Acabo de receber um telefonema da gerencia do Hotel Formula 44, confirmando que teremos lanche no próprio Hotel.

Teremos mini pizza, torradas, hamburguer e uma nega maluca cortesia do Hotel.

A diaria para os ciclistas participantes, ficou definida em $ 40.00. Façam as suas reservas!!

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GIRO do CHIMARRÃO + informações

Bozano, Pejuçara, Panambi, Sta Barbara, Saldanha Marinho, Colorado e Carazinho.

Depois de algumas horas de sono, sairemos do Hotel 44 em direção a Panambi, pela BR285; entrando no Trevo sempre a direita. Falando em acostamento, a foto abaixo ilustra bem a situação do mesmo. Largo e rugoso. E será assim até Carazinho.


O movimento nesta rodovia, aos sábados costuma ser de normal a baixo. O PC 04 será na "esquina" de Carazinho, no Posto Amarelinho, que é 24 horas, até tem um Hotel ao lado, que poderá servir para descanso, mas não apresenta boas condições;

E já estamos praticamente no km 600 do trajeto, em seguida, mais informações.

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