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Giro do Chimarrão II - Relato do Rafael Dias

Written By ninki on segunda-feira, 5 de novembro de 2012 | 01:33

Pense em pedalar 1000km.
Pensou?

Entre os dias 18 e 21 de outubro participei do Giro do Chimarrão II, organizado pela Sociedade Audax de Ciclismo de Porto Alegre.

Já sabia que ocorreria este evento desde que saiu o calendário após o Paris-Brest-Paris 2011. Na ocasião do lançamento do calendário já havia decidido que não iria participar.

No final de tudo, assim que terminei o brevet de 300km de Holambra acabei decidindo ir para Porto Alegre em Outubro.

O ano foi passando, participei dos brevets de 400 e 600km da Lapa e notei que estava bão para participar do Giro quando concluí o brevet de 600km de Boituva.

Me inscrevi, meio que com o pé atrás, e no dia 17 estava embarcando para Porto Alegre.

A viagem para PoA foi tranquila. Saí do cafofo de São Miguel Paulista, fui pedalando para o aeroporto de Cumbica, tirei os pedais da bicicleta, murchei os pneus, alinhei o guidão e entreguei a mesma no guichê da TAM. Eu recomendo ir por ela sempre que possível.

Cheguei em Porto Alegre, só coloquei os pedais, enchi os pneus e zarpei para procurar uma estadia. Acabei ficando em um hotel a menos de 1km de distância do DC Navegantes.

Dormi o sonho dos randonneiros antes de um brevet desconhecido.

No dia 18 acordei cedo, tomei café com a peãozada e fui para o DC Navegantes. Chegando lá conversei um pouco com um pessoal que conhecia de outros carnavais. Também peguei o kit com a placa para fixar na bike, alguns vales (que acabei não usando) e sei lá mais o quê. Este era o momento que poderíamos deixar alguma coisa com a organização para que eles levassem para algum PC e que eu pudesse usar no futuro. Como a minha organização é zero, acabei escolhendo não deixar nada.

Tim, Flávia e Rafael. Acho que eu estava preparado somente para ir até uma padaria buscar pão.


Só para constar, eram 40 ciclistas inscritos e 37 largaram.
Não tenho muita certeza, mas haviam ciclistas do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina, do Paraná, de São Paulo, do Rio de Janeiro e de Brasília. Acho que haviam representantes de todos os estados onde o randonneuring é praticado.

PS: também, não havia nada interessante na minha mochila que pudesse ser utilizado.


Pessoal na confirmação da inscrição e entrega de kits


Esperamos esperando o brieffing e a largada.

Britanicamente às 9:00 largamos.
Fomos escoltados até a saída da BR-116. Assim que entramos na BR-116 os grupos começaram a se formar e o pessoal a impor o ritmo da pedalada. Eu, como não sou bobo (só um pouco) acabei entrando no ritmo de festa controlado pelas moedas que ficam no bolso do meu shorts.

bloco saindo de Porto Alegre

Logo passei pelo Claudemir Sperandio concertando o pneu...
Continuei, peguei a BR-290 e fui embora no ritmo de festa que balança o coração.
Chegando em Eldorado do Sul passei por uma uma barraca na beira da estrada que vendia melancia gelada. Como estava um pouco quente acabei parando e mandei metade de uma melancia para o peito. Neste momento apareceu a primeira pessoa me perguntando para onde ia aquele monte de ciclista. Como eu não estava uniformizado com as roupas de ciclista, me limitei a dizer que eu estava passeando e que o pessoal estava passando que nem foguete, mas grudei na rabeta de um e ouvi dizer que estavam dando uma voltinha pelo Rio Grande.

E assim foi...
Continuei o pedal em direção à Pantano Grande. Ao passar por butiá inventei de não parar, mesmo vendo um restaurante na beira da estrada. Coisa que me arrependi depois, pois entre butiá em pantano grande não há uma viva'lma na estrada.

Cheguei em Pantano Grande lá pelas 14:30. O PC era em um posto chamado Raabelândia. Lugar muito bom e com a estrutura excelente. Parei para almoçar, fiquei um pouco de papo com o pessoal de Franca e lá pelas 15:30 zarpei. Seriam mais 89km em direção ao sul.

Novamente, fui em ritmo de festa.
Várias subidas e algumas descidas. Parei no único posto no meio do caminho, que era um PA. Tomei um café, uma coca-cola, comi um bolinho e parti para a venda do seu Darci, em Encruzilhada do Sul. Com muito vento contra, acabei chegando lá às 20:00. Tomei uma sopinha, coloquei o colete na cachola, coloquei papel higiênico na manga da camisa (pois estava fazendo um friozinho bão), fechei os buracos do capacete com papel e folhas e parti para Pântano Grande, com direito a uma paradinha safada para dar uma cochilada no posto de apoio no meio do caminho. Acho que dormi mais ou menos uma hora.
Quando me aprontei para ir embora, acabei acompanhando o Gilson para Pantano.
No meio do caminho nos ajuntamos ao Cesar e Samira e seguimos em direção ao próximo PC. Agora muito mais fácil pois o percurso era predominantemente de descida. Chegamos em Pantano Grande perto das 3:00. Tratei de tomar um café, dormir meia hora e esperar o Gilson para zarpar.

Cezar Barbosa devidamente ensacado para uma soneca

Talebiker do créw

Acabamos saindo perto das 4:00. O caminho para o Hotel Clio, em Cachoeira do Sul, era tranquilo. Seguimos pela BR-290, sem vento, até chegar na rotatória de Cachoeira do Sul e depois, seguimos pela RS-153 até chegar no pórtico da cidade e no Hotel. Lá chegamos, demos uma pausa, tomamos água de côco e já tratamos de partir em direção à Candelária.

O trajeto para Candelária não apresenta muitas surpresas. Bem plano e o vento era lateral. O único problema foi pegar a RS-287 e ficar refém daquele acostamento horrível e de ficar desviando dos caminhoes na pista. Agora eu entendi porque o pessoal do Sul usa o espelhinho no capacete.

Paramos para almoçar em Candelária, descansamos um pouco e partimos para enfrentar a serrinha de candelária. Me fez lembrar um pouco a subida da Serra de Campos, mas acho que pelo sol, não consegui subir ela inteira pedalando... No meio do caminho tive que parar para tomar uma água, dar uma descansada e acabei empurrando a bicicleta uns dois quilometros morro acima só para dar uma desopilada.

Só para constar, foi nesta subida que uma boa parte dos desistentes desistiram....

Após a subida, um belo de um tubogã até chegar no PC em Passa Sete. Lá almocei novamente, dei uma relaxada. Depois de um tempinho parti com o Gilson, um rapaz de Teutônia e o Rovilson, de Curitiba. Assim que saímos do PC, uma bela sequencia de descidas, seguidos de muitos trechos planos ou falso-planos. Deu para tentar compensar o tempo perdido na subida de candelária e no acostamento da RS-287. Paramos em Estrela Velha para comer uma pizza e ficar contando estórias para a dona da pizzaria. Acabei dormindo enquanto a pizza não vinha.

Assim que acabamos de comer, partimos. No meio do caminho para Cruz Alta o Rovilson acabou seguindo um ritmo mais forte. Seguimos eu e o Gilson. Logo encontramos o Claudio Guilherme, do rio de janeiro, e depois a Vanessa e o Carlos Batata, de Franca. Estávamos alucinados e fomos que nem vacas loucas, com direito a uma dormida no meio do caminho para dar aquela revitalizada (pena que o acostamento era estreito e os carros passavam um pouco perto demais, Claudio que o diga... ). Logo estávamos na rotatória de acesso à Cruz Alta. Seguimos em direção à cidade e logo estávamos no PC.

Dormi mais do que esperava. Acho que coloquei o despertador para tocar em 45 minutos mas acabei perdendo a hora... Só acordei depois que o Cezar me deu um cutucão. Ele disse que estava difícil de me acordar.

Nascer do sol no caminho para Espumoso

Seguimos pela RS-223 em direção à Ibirubá/Tapera. No meio do caminho, outra dormida de meia hora... Este percurso também é bem plano e, por isso, foi possivel desenvolver uma velocidade "boa". Cheguei no PC de espumoso atrasado meia hora. Só tive tempo de tomar um café, fazer uma arte barroca, comer alguma coisa que a organização ofereceu e zarpar. Acabei seguindo sozinho, hora com a companhia do Cezar, hora com a do Claudio Guilherme, mas basicamente só. Fez um calorão... nenhum boteco e nem nada aberto na estrada. Quando havia alguma casa estava fechada ou era longe. Parei em um boteco para tomar um guaraná e comer um torresmo a uns 15km de soledade. Em soledade decidi não entrar na cidade para ganhar um pouco de tempo (afinal, para quê passar na cidade se o PC está à 60km? Ledo engano...). Não havia nada aberto e acabei parando, com o Claudio, em um bar em Barros Cassal. Matamos dois litros de refri e partimos. Logo depois passamos por um restaurante na beira da estrada, onde almoçamos, e seguimos para o PC de Sinimbu. Entre o restaurante e o PC haviam algumas subidas consideravelmente fortes, ou será que eu estava cansado e não estava dando conta? Só sei que foi "trampo grande"!

Chegamos no PC um pouco cansados. Tratei de comer um macarrão e feijão, tomei um suco e já me preparava para sair. Esperei o Claudio e seguimos. Parei em um bar antes da descida da serra para fazer outra arte barroca e tomar uma água geladinha.
Partimos para a descida. Acionei a suspensão e parti para o abraço.

Logo ela acabou....
Continuamos o pedal atravessando Vera Cruz e chegando na RS-287 com o seu acostamento horroroso. Antes de chegar no PC do Hotel Turis, uma bela de uma chuva na cachola, o que me deixou mal humorado.

Cheguei no PC ensopado, não iria dar para dormir pois estava com frio e decidi continuar. Tomei uma sopa no posto de gasolina e me aprontava para sair quando o voluntário Tiago me emprestou o seu annorak. Acabei aceitando e saí junto com Cezar e Claudio em direção ao último trecho do pedal. Acabamos tomando outra chova no meio do caminho para chegar em Vale verde, eu estava com problemas com o annorak e acabamos parando em um posto de gasolina fechado para dar uma dormida e ver se a chuva passava. Acho que dormimos mais ou menos uma hora.

Acordei com o joelho doendo (frio) e seguimos em direção ao posto de apoio com sopinha e tudo um pouco depois de vale verde. Não chovia mais e a noite estava agradável. Acabamos andando bem e chegamos no PA, tomamos uma sopa, descansamos um pouco e partimos em direção à charqueadas. Eu estava bêbado de sono. Parti na frente, meio que cambaleando. Logo estava pedalando sozinho, e mantive o ritmo, horapedalando em pé, hora gritando para ver se o sono passava. Em General Câmara os dois me alcançaram e paramos em um posto de gasolina para dormir meia hora. Seguimos e logo estávamos cruzando o rio Guaíba e chegando em Charqueadas. Paramos no PC, tomamos alguma coisa quente e partimos.

Voluntários no apoio em Charqueadas

Bom, este último trecho eu meio que estava de saco cheio e só queria saber de chegar em Porto Alegre.
O pessoal foi na frente e eu fui só administrando.
Logo chegamos na BR-290, neste momento todo mundo ficou empolgado e correram. Continuei no mesmo ritmo de sempre.
Sem muito esforço estava na região metropolitana e logo batia às portas do Shopping DC Navegantes.

Pedalzinho de 1000km completados em um pouco mais de 73 horas, acho que está bom para um principiante.

Giro do Chimarrão II - Relato do Rodyer


O Audax/Randonneur é uma modalidade de ciclismo desafiadora! Vejo que cada um busca seus desafios nesta vida, e eu escolhi os brevets Audax/Randonneur para superar meus desafios pessoais, profissionais e ciclísticos. Um destes desafios propostos era o 1000km promovido pelo Clube Sociedade Audax de Porto Alegre, o famoso Giro do Chimarrão II.

O brevet realizado dia 18 de outubro de 2012 já estava no meu calendário desde que terminei o Paris-Brest-Paris 2011, pois é a maior prova de longa distância do Brasil. Ali estariam os principais Randonneurs do Brasil! Alguns que estavam na França junto comigo, bem como vários ciclistas gaúchos onde esta modalidade é muito divulgada no Rio Grande do Sul.



As 9 horas da manhã todos largaram rumo ao interior do Estado para dar um “Giro” e voltar novamente a Porto Alegre em até 75 horas. Na largada grandes ciclistas do nosso Brasil como o Cezinha do Rio, Roberto Trevisan organizador do Randonneurs Brasil, Gilson Kassulke que já havia completado o primeiro Giro do Chimarrão, Tim de Brazilandia o primeiro brasileiro a terminar o PBP 2011, meus conterrâneos paranaenses Ronildo Silva o “guerreiro lapeano” e Claudemir Sperandio que também fez o Paris-Brest-Paris 2011. O brevet tinha 40 ciclistas randonneurs que toparam percorrer os 1000km repletos de grandes desafios e superações.

Nos primeiros 123km percorri todo sozinho até Pantano Grande, tive o primeiro furo do pneu que troquei rapidamente. Durante esta etapa o calor intenso era o principal obstáculo, chegando no PC1 e indo para PC2 além do calor as subidas deram um tempero a mais ao Giro. Estava torcendo para a noite chegar, pois com temperaturas mais baixas pedalo melhor. Entre o PC2 e o PC3 era praticamente plano e com descidas, neste trecho de 89km fui na companhia dos gaúchos, Saul Rodrigues, Rodrigo Cortese, Daniel Scartezini e Ivã Boesing, um foi cooperando com o outro, mas cada um com estratégias diferentes, tanto é que o Saul acabou dormindo no PC3, e o Rodrigo ficando no PC4. Achei melhor pedalar pela madrugada pois a temperatura estava melhor que a do dia que diminuiria meu ritmo, dormimos apenas uns 45 minutos na Tenda do Naldo.

Desde do começo do brevet a subida de 8 km na Candelária era o principal desafio a ser superado, logo pela manhã do dia 19 estavamos eu, o Daniel, o Ivã e o Tim diante dela, passamos Candelária e ela estava lá! Encarei com todo respeito que ela deve ter, difícil é tomar água quando se está subindo! Mas foi superado chegando ao PC5 completando 466km do Giro.

Era chegado o calor do dia 19 de outubro e este foi mais forte que o do dia anterior, entre o PC5 e o PC6 de Cruz Alta só tem um restaurante que é um misto de rodoviária e lanchonete em Estrela Velha e foi lá que almoçamos, depois.... mais nada... nem uma sombra de árvore, as raras que encontrávamos parávamos para descansar e escapar um pouco do forte calor. Depois de um longo tempo finalmente chegamos em Cruz Alta por volta das 19 horas e lá dormimos umas 6 horas. FALTAVAM 400KM... pouco pelo muito que percorremos.

Saindo de madrugada de Cruz Alta continuamos o giro, coloquei uma capa de gel no selim para agüentar o restante do desafio e fomos rumo ao próximo PC passando Ibirubá, Selbach, Tapera e finalmente Espumoso onde alcançamos logo pela manhã, entre Cruz Alta e Espumoso parece que todos os randonneurs estavam nestes arredores. No PC07 encontrei a Simone e Alexander RANDONNEURS 5000 medalha dada ao ciclista que alcançar determinados desafios, até a prova eram 5 ciclistas no Brasil que tinham este titulo. Mas continuamos firmes, fortes e empolgados afinal finalmente estávamos voltando para Porto Alegre, éramos eu o Daniel e o Ivã.

Subidas até Soledade, também teve muito trabalho de equipe entre nós 3, ficamos revezando até chegarmos a próxima cidade. Quase chegando ao PC8, grandes descidas e espetaculares subidas!! Daniel, Ivã, Rodrigo e Saul subindo como se fosse o quintal da casa deles eu e o Tim tentando acompanhar. Era como se jogássemos fora de casa, e com certeza estávamos um pouco longe de casa. Nós almoçamos no PC8, todos empolgados pois faltavam um pouco mais de 200km. Para quem havia pedalado 800km mais um pouquinho não é problema, além do que estava ansioso para agora aproveitar a super descida de Santa Cruz com seus 9km de... finalmente descida, espetacular, a bicicleta vai no limite!!

Depois da descida estávamos nos aproximando de Santa Cruz do Sul, cabe destacar os acostamentos que não são os melhores para se pedalar e quando se aproxima de uma cidade ele fica rugoso, horrível de pedalar. Nós rumando para o PC8, um pouco antes mais uma grande subida, desta parte em diante segui o meu ritmo, mesmo chegando um pouco atrasado em relação aos outros.

A contagem era regressiva faltavam 150km e pedalamos que nem loucos até o famoso Pesque Pague Panorama onde conhecia por fotos, jantamos e logo partimos para os 100kms finais. Nesta parte também acabei indo em meu ritmo, o que me auxiliava era minha cadencia e minha respiração, sempre pedalei sozinho, não estava me adaptando pedalar em grupo e acabava até atrapalhando o pessoal. Acabou que no ultimo PC antes de Porto Alegre chegamos juntos. Faltava 53km.

No posto comprei 4 Charges(chocolates que eu gosto de comer em minhas pedaladas) e 3 energéticos os mais baratos são os mais fortes. Esta mistura mais minha vontade de chegar foram minha gasolina para chegar voando a Porto Alegre junto com o Daniel, Ivã, Rodrigo, Saul e Tim! Completamos o Giro do Chimarrão, agora era só festa! Pois além do Giro conquistei o Randonneur 5000 para o Estado Paraná, assim como o Tim para o pessoal do Planalto.

Quero deixar meu agradecimentos a todo o pessoal do Clube Sociedade Audax, a todos os ciclistas que toparam o desafio de pedalar 1000km, pois são todos loucos!! Em especial aos amigos dos quilômetros percorridos Daniel, Ivã, Saul e Rodrigo. E também a um cara que é um exemplo de carisma e amizade e grande ciclista Randonneur, o TIM. Um brevet com tamanha distancia nunca se completa sozinho, nunca você consegue por suas próprias forças, você sempre vai depender dos voluntários que ficam atrás de nós procurando-nos nas estradas, as vezes mais de 24 horas acordados. Os companheiros ciclistas acima citados cada um com seu estilo, sua garra, sua raça e vontade de vencer, todos estes ingredientes se misturam com minhas espectativas e vontade de superar e juntos e unidos conseguimos completar cada quilometro de um brevet randoneé. Enfim nunca será uma competição e sim uma cooperação.

Dedico esta vitória a pessoa que sempre está ao meu lado Cati Sensi, que me incentiva em minhas loucuras. Ao pessoal da Portela Bikes de Curitiba em especial ao mecânico Itamar que deixa a “Veloca”voando para todos as loucuras AUDAX/RANDONNEUR que topo enfrentar!!


Giro do Chimarrão 2 - Relato Ivã Boesing

Written By ninki on sábado, 3 de novembro de 2012 | 20:50



Giro do Chimarrão II – 1000 Km de bike na estrada.

 

Antes de iniciar o relato da prova propriamente dita, preciso retroceder ao final da prova de 600, que teve final em um domingo de muito sol em Porto Alegre. Cheguei com a mão bastante dolorida, o que descobri na segunda-feira tratar-se de uma fratura em espiral do 5o Metacarpiano, um dos ossinhos da mão. “Pronto, se foi o 1000”, foi a primeira coisa que pensei ao ver o raio X da mão esquerda. Estávamos no início de setembro e faltavam exatamente 7 semanas para o Giro do Chimarrão.


O diagnóstico: no mínimo 4 semanas de gesso. Complicada a minha situação, teria apenas 2 semanas de treino. Tentei treinar no rolo na primeira semana, mas o rolo é MUITO chato. Não consegui pedalar por mais de meia hora e o abandonei. Sobrou cuidar da alimentação.... Tentar não recuperar muito peso, um medo que rondava a minha mente, já que só recentemente recuperei o meu peso ideal, diminuindo 20kg na balança.

Na quarta semana, com a ajuda de uma TV e um ventilador, consegui treinar no rolo. 01:30, depois quase 2 horas. O médico então me dá mais uma notícia: preciso da 5a semana com gesso para estabilizar a fratura. Aproveito bem o rolo. Feito. Passou a semana e na sexta eu tiro o gesso. Olho o raio X, mas parece que a fratura não evoluiu nada. Existe sinais de consolidação, diz o médico. Me incentiva a pedalar. Eu tenho medo. No sábado não vou. Pedalo no rolo e me sinto bem. Ganhei a segurança que precisava. No Domingo vou para a rua. Voltinha curta, 42km. É domingo de eleições, a cidade está agitada e o trânsito intenso. Faço um tempo normal (˜1:30), mas são os batimentos cardíacos que me preocupam. Oscilando entre 170 e 180. Muito mais alto do que o meu “normal” (por volta de 140). Começo a aumentar as distâncias. 60, 80 km. Me sinto bem. “Ó, acho que vai dar”, penso eu.

Chega o fim de semana anterior a grande prova. Meu grande teste: preciso fechar 240km para ir para a largada. Consigo, dos quais 150 sozinho e com um super vento lateral. Quem pedala sabe, vento lateral é pior que vento contra! Me animo. Na segunda, semana da prova, treino de recuperação, 80 km. Tudo corre bem e inicio o descanso e a “preparação alimentícia”. Para um ex obeso, essa é a melhor parte: Carne e massas liberadas! Delícia! Aproveito para fechar a estratégia da prova. Combino alguns detalhes com o Daniel (Scartezini, de Lajeado), entre eles o de começar e terminar a prova juntos, aconteça o que acontecer. Tudo pronto!



Chega o dia tão sonhado e temido. Uma quinta-feira. Eu estava muito ansioso no dia anterior. Dormi bem, mas ansioso. Sabia que faria pelo menos 240km da prova. O que viesse além disso seria lucro! Sempre no pensamento Randonnee: só mais 50km e vamos ver o que acontece.

Encontro velhos amigos na largada. Daqueles que a gente só enxerga nos brevets. O Fábio aparece lá também para dar uma força. “Much appreciated”, Fábio. Largamos. Uma das coisas que havia combinado com o Daniel era pra sentar a bota desde o início, já que o sono viria da mesma forma, indo devagar ou rápido. Então era melhor ir rápido. Quando furou o primeiro pneu, meu, no km 70, a média estava em 29.5km/h. Bem boa para um Audax 1000 heheheh. Não consigo encher muito o pneu furado, o que me faz parar novamente 5km adiante, acho que no único posto que não dispunha de um compressor de ar. Encho manualmente e nos mandamos para o PC1. Trajeto interrompido por um novo furo, desta vez do Daniel. Ele tinha um daqueles cartuchos de CO2. Que maravilha isso!! Enche o pneu até 100 libras sem usar bomba!! “Não pedalo mais sem isso”, pensei.

Chegamos no PC1, km 120. Torradas, café e Gatorade e vamos rumo ao PC2. Acho que tinha um vento a favor, pois estava muito bom de pedalar. Nesse momento já conhecia o Tim, de Brasília. O chamávamos de “Mutante”, pois pedalava muito e parava muito pouco. Chegamos no Posto Franck e nova parada para alimentação e hidratação. Vamos até a venda do seu Dario, PC02 km 210.

Alimentação rápida e na volta alcançamos o pelotão que estava “puxando” o brevet. Voltamos ao Franck, e lá nos esperava aquela massinha, a melhor de beira de estrada que eu conheço. Como até não aguentar mais. 4 pratos de massa!!! Aí vem a belezinha, 40 km só de descidas praticamente e chegamos de volta a Raabelandia, PC04 Km 300. Estávamos em 5 ciclistas, mais o Tim que aparecia e sumia a toda hora. Um deles vai dormir e nós nos bandeamos para Cachoeira do Sul, em busca do PC04. Antes disso, paramos no Restaurante Papagaio, velho conhecido das viagens para o Uruguai, de carro, para alimentação. Até ali, o trânsito intenso de caminhões nos atrapalha, mas ao sair da BR rumo a Cachoeira o trânsito praticamente acaba.

Pedalamos tranquilamente até o PC04, km 374, onde mais um opta por descansar. Seguimos firme no planejamento, que era chegar no PC6, Cruz Alta, Km 595, para dormir. Eu muito feliz, já tinha feito quase 400km e estava bem. Mas aí começaram os problemas. Saímos do PC04 quase 3:30 da madrugada. O frio e o sono começaram a bater... Estávamos em 4. O Tim tinha se juntado de forma “mais ou menos” definitiva ao grupo. Também tinha o Rodyer, ciclista dos bons lá de Curitiba. Mais uma amizade “da estrada”. Ele, assim como o Tim, já haviam feito o Paris-Brest-Paris (1200km) e a toda hora nos davam dicas de como suportar as longas distâncias. Chegamos no PA Tenda do Naldo, que devido ao horário ainda estava fechado. Ouvimos barulho de TV ligada dentro da tenda, mas não conseguimos que abrissem para nós. 2 deitaram no chão mesmo, na varanda da tenda. O Tim ficou tentando dormir usando o capacete como travesseiro. Eu tentei dormir sentado, mas o frio era tanto que fiquei de pé mesmo. Não sei ao certo, mas acho que ficamos quase 1 hora ali. Estava muito frio. Eu pensava em acordar os amigos, mas ao mesmo tempo ficava com pena e pensava “Deixa eles dormirem mais 5 minutos”. Esse pensamento se repetiu várias vezes, até que um acordou e aproveitamos a deixa para partir. Com sono, frio e sem a reposição energética adequada, pedalamos até Candelária onde paramos em um posto que tinha acabado de abrir. Ali conseguimos alimentação razoável. Nada muito perto do que gostaríamos, mas deu para quebrar o galho.

Bora subir a serra? E QUE serra. Com todo o desgaste, aqueles 6.4km com inclinação entre 8 e 12% foram muito mais do que desafiadores. Eu pedalava sem olhar para o velocímetro para não entrar em desespero. Ia a 12km/h. Muitas vezes espiava e estava em 8km/h. Ou 6. Fazia contas. Vai demorar quase 1 hora para subir isso tudo. Olhava o tempo e a quilometragem. Nada evoluía na velocidade que eu queria. Suava. E muito. Mas como não há bem que dure para sempre e nem mal que nunca acabe, chegamos no “topo” da serra, PC05 km 466. Alimentação e hidratação farta. Acho que comi umas 4 torradas e devo ter tomado por baixo 2 litros de agua e Gatorade.

Saindo dali eu tinha a ilusão que o pior havia passado. Nada poderia ser pior que aquela serra dos infernos. Mais uma vez, eu estava enganado. Começou uma sequencia de descidas e subidas longas e desgastantes. Cheguei ao ponto de ODIAR descidas, pois sabia que em seguida haveria uma subida. Chegamos enfim e Estrela Velha, onde almocei muita batata doce no restaurante da rodoviária. A simpática dona do restaurante nos disse que dali a Cruz Alta a estrada melhorava, mas foi somente em parte. Dali até Cruz Alta foi para mim o pior trecho. Talvez pelo cansaço, talvez pela falta de estrutura. Pedalamos vários quilômetros sem opção de alimentação e também sem dispor de reposição de água. Foi difícil. Muito difícil. Só não desisti porque era mais difícil desistir do que continuar. Depois de muito sofrer e com VÁRIAS paradas nas poucas sombras que havia na estrada (e o calorão de 35 graus), chegamos a BR 158, perto de Cruz Alta. Mais emoção: desta vez os caminhões tirando fino e nos jogando para o acostamento (inexistente) ditavam o tom da adrenalina. Ainda vi o Tim passar por cima de um pedaço de pneu e furar o dele. Chegamos enfim ao PC06, Hotel California, Km 595, onde eu tinha um quarto reservado. Ainda pensei quando estava chegando ao hotel em ligar para o meu irmão vir me buscar e desistir da prova. Mas com a experiência (pouca) já acumulada, resolvi dormir primeiro para ver o que iria acontecer.

O banho e o sono foram restauradores. Dormi 5 horas como se fossem um piscar de olhos. Tomamos café e partimos em 3. Quando estava saindo do hotel ainda vi um ciclista chegando, as 2:00 da manha. Pensei comigo: “Esse cara é guerreiro pra caramba, vai dormir pouco ou nada, será que vai completar?”. E completou, encontrei com ele na entrega das medalhas.

Com o cansaço em dia, saímos sentando a bota e sabendo que só haveria alimentação dali a 86km. Tudo fechado na beira de estrada. Também, naquele horário.... Hora de usar as barras de cereal e sachês de carbogel que eu estava carregando. O Daniel furou mais um pneu e tive a oportunidade de ver aquele cartucho de CO2 trabalhando novamente. Que maravilha. Chegamos no PC07, km 681, as 6 da manhã. Lá encontramos mais ciclistas que haviam saído um pouco mais cedo do hotel.
Parada rápida e saímos para subir ao “teto do mundo”, Soledade. Cheguei a ver 740m de altitude no gps da bike. A estrada estava cheia de “panelas”, um risco iminente de tombo, mas o acostamento estava bom, fato raro. Então aproveitamos. Organizamos um pelotão para combater o vento contra, cada um puxava 1km e trocava ao comando do Daniel. Funcionou maravilhosamente bem e chegamos rapidamente a Soledade, onde paramos a beira de uma estradinha de pinheiros, com o barulho do vento nos chamando para uma soneca. Foi difícil resistir, mas rumamos para o Restaurante do Carlao, próximo ponto de apoio com alimentação. Chegamos lá com tranquilidade, trecho mais ou menos plano. Subidas e descidas leves. Eu sabia que haveria uma descida e uma subida forte antes de descermos a serra de vez e estava na expectativa.

Ô torradinha demorada essa do Carlao. Acabamos gastando MUITO mais tempo que o planejado na parada. Incrivelmente não tinha água sem gás também. Vai agua da torneira, o que nos serviram com gelo para por na caramanhola. Muito obrigado pessoal do restaurante! O gelo derrete em seguida, mas um bom atendimento pode ser a melhor recompensa.

Enfim a encontrei: a terrível “última lomba”. Subida difícil. Estava quente. O suor jorrava... O Daniel que sobe muito se mandou. Eu fiquei para trás, mas quando a inclinação deu uma aliviada consegui alcançar o pessoal. Chegamos no PC08, km 792, ao meio dia. Bem na hora no almoço!! E tinha batata doce! Me atraquei.....

Conversando com o dono do restaurante, descobri que ainda havia mais uma subida a ser vencida, para aí sim descermos a serra. Subidinha braba, mas curta. Chegou enfim o momento de realizarmos o investimento de 700m de altitude. Que delíciaaaaa...... Vários km só em descida, mas sentando a bota. “É proibido usar o freio” ainda berrei. Será que precisava?

Depois da descida, mais um trecho de pedal duro. O cansaço começava a apresentar suas credenciais novamente. Chegamos no entroncamento com a RST287, rodovia muito movimentada e sem acostamento. Estávamos em 6 ciclistas. Tenso. Era caminhão tirando fino da orelha a cada minuto. Felizmente conseguimos passar por aquele trecho de 10km sem nenhum incidente grave e chegamos ao PC09, Km 855, em Santa Cruz do Sul. Estava lá o Fabio Hemb, amigo e parceiro de treinos, e para surpresa geral o restaurante estava fechado. Havia pizzas providenciadas pela organização e conseguimos bebidas no posto ao lado. Nesse ponto, bem como quando cheguei no hotel em Cruz Alta, eu estava com muita dor na sola dos pés. Já tinha sentido isso antes, mas dessa vez acredito estar bem mais forte por causa do esforço. Fiquei um tempo de pés descalços e troquei a meia, o que ajudou um pouco. Ainda terei que fazer novas experimentações para descobrir a causa raiz dessa dor, bem como a sua solução de contorno ou definitiva.

Tempo para um chopp na Oktoberfest? Só na volta! Saímos dali rapidamente temendo a chuva que se aproximava. Rumo ao tradicional PPP (Pesque Pague Panorama). Eu estava indo percorrer o trecho que me custou 2 tombos no Audax 600. Não encontrei o cachorro amarelo, mas acho que vi o buraco que me derrubou naquela noite esfumacenta e molhada do dia 02/09. Desta vez sem percalços.

Cheguei esbaforido ao Panorama. Na capa da gaita, como se diz na gíria gaudéria. Estava sentindo a falta de preparação adequada, o tempo parado, o cansaço acumulado e o sono. Já estava na estrada a quase 60 horas. Os pensamentos de desistência rondam minha mente. Mas desistir ali? Faltando 100Km?!? A galera de Lajeado anima os ciclistas. Riem fácil. Nos incentivam. Depois da massa, me animo e voltamos para a estrada. Continuamos em 6.

Já é noite quando temos mais um pneu furado no grupo. Logo após a ponte de São Jerônimo. Alguma coisa dá errada no conserto, não sei bem o que, pois estava um pouco afastado do grupo de “borracheiros”. Peço licença e rumo sozinho ate o PC10, o último, km 957. Estava estressado com os mosquitos me mordendo e voando em volta da minha orelha. Combino de reencontrar o grupo no PC. Vou devagar, cansado. Tanto que chego no PC uns 2 minutos apenas antes do grupo. Km 957..... Falta tão pouco agora.... Da pra ir até empurrando a bike. É assim que eu fortaleço o meu psicológico e espanto novamente os pensamentos negativos. Os pés incomodam.

Saímos dali pedalando forte. Um pouco motivado pelos relâmpagos e risco iminente de chuva. Impressionante o ritmo depois de quase 1000 km rodados. O vento ajuda. Sopra leve a favor. Passamos o retão da Br290 e começo a ver as pontes do Guaiba! Que visão maravilhosa. Me emociono, estamos chegando!!! Chegando!!!

Um pouco antes da meia noite, enfim, DC Navegantes! Tudo fechado. Não tenho onde tomar o tradicional chopp da chegada! A galera rapidamente se dispersa. Rumam para um justo e merecido sono. Eu não consigo dormir antes das 3 da manha. Interessante: estava morrendo de sono e agora não consigo dormir! Coisas do corpo humano. Mas nada que impedisse a minha chegada para a festa de premiação, ao meio dia do dia seguinte! Vejo ciclistas que acabaram de chegar. Outros de banho tomado. Outros sem dormir. Amazing!

Seção de agradecimentos:

Eu queria fugir de nominar as pessoas, pois certamente cometerei a falha de esquecer de alguma, talvez a mais importante. Mas não consegui encontrar outra forma. Automaticamente me permito a adicionar mais pessoas a meu bel prazer. :-)

"And the Oscar goes to......"

Adriane e Daniela, minhas amadas, obrigado por segurar as pontas enquanto estou longe de casa. Obrigado por sempre me incentivar nas 480 horas e 19 minutos que já "gastei" pedalando. Por VIBRAR quando eu faço um tempo bom e isso me incentivar a fazer sempre o meu melhor. E um pouco mais. Podem ter certeza que sempre penso nisso logo apos o pensamento de desistir de tudo.

Marcelo Sandrini, o cara que me apresentou o ciclismo. Me emprestou a bike dele! (eu não emprestaria a minha para um pica pau kkkkkk). Me ensinou MUITO! Me convenceu a fazer o primeiro Audax (eu jamais iria sozinho!!), que completou junto comigo.

Meu irmãozinho Alan Boer, sempre incansável no apoio! Nas provas e no treinamento! Sem contar as cornetas motivadoras.... Sempre muito bem vindas! Sem ele eu não teria completado o Audax 200 e talvez desistido no meio do caminho (bem, no início do caminho ne?).

Meu Pai e minha Mae, Oto e Nadir, que sempre me esperam acordados para um papo na volta dos treinos (seja 1 ou 2 da manha, não importa). E organizam a bagunça que faço no meu material de ciclismo!

A minha Tia Noraci Kramatschek, que guarda a minha bike na casa dela e sempre deixa as caramanholas cheias de agua geladinha. Junto com a Vó Elsa, que sempre pede pra eu não me machucar, o que eu tento seguir sempre a risca mas nem sempre consigo Vó. E o Felipe Sandrini, sempre com umas dicas sobre preparação física. Esse aí vai dar bom!

Amigo e irmão Cesar Dosso, me ensinou MUITO também. Obrigado por todas as dicas, companhias de treino e incentivo. És um grande cara que conheci por "acaso" num desafio 130km. Nada é por acaso. E trata de gelar aquela Guiness que estou a cada dia com mais sede... :)

Fabio Hemb, Fabio Kraemer, Alexandre Pedroso, grandes parcerias. Galera que não tem medo de ir para e estrada e sentar a bota. Aprendi muito com vocês!! E aquela mensagem do Fabio outro dia tá louco! De derrubar peão. Muito obrigado mesmo!

Danielle Miranda Lopes, que me ajudou a criar o musculo da perna aquele para a subida de Candelária, entre tantos outras dicas.

E o Daniel Scartezini, que literalmente me ajuntou do chão no 600, me incentivando a continuar se eu quisesse. Grande parceria! Fizemos todo o 600 e o 1000 juntos. Sabe muito!
A galera de Lajeado, que é pilhada ao extremo. O Eduardo não completou o 600 de Poa e na chegada já estava fazendo a inscrição para o 600 de Floripa, onde matou a pau. Valeu pela ajuda lá no Panorama, eu tava na m.... mesmo lá....

O Grande ciclista e Dr Gustavo Moschen, que cuidou da minha mão quebrada e ainda me incentivou a treinar, quando eu mesmo tinha medo. Muito mais que um médico, um verdadeiro amigo que conheci nas estradas também!

O Lisandro Magnus, que me emprestou uma bomba de bike antes dos 600 e ate agora não devolvi. Reza a lenda que um dia isso irá acontecer. Foi junto no "Pedal da Chuvarada", 240km embaixo de muita agua. Eu precisava fazer, pois era a ultima chance de treinar antes dos 600, mas só camaradas de fé mesmo pra fazer companhia naquele dia.

E o Rafael Cordeiro, que topou lubrificar a bike 1 dia antes dos 1000. E fez tudo para que ela ficasse redondinha. E não é que ficou mesmo! Bala Rafael!

E o pessoal do escritório, que pararam de pedalar? Bora lá Richard Silveira, Ricardo Pinheiro e Viviane Lima? Sempre incentivando e dando dicas disso e daquilo. Sem falar do Gediel, praticamente médico do joelho. Sabe muito. E o Rodrigo Loureiro, sempre "cobrando" resultados eheheheh.
Obrigado também ao pessoal da SAC, por organizar e nos dar a oportunidade de pedalar esses brevets gigantes!

As amizades que fiz no ciclismo, sempre grandes espelhos e motivadores. Sintam-se todos abraçados.

A todos que me incentivaram a completar o Audax 1000, com incentivos ou através do "German Style" (eu duvido!).

As minhas 3 bikes (bem, a primeira é do Marcelo). A popular “Bike do Daer”, minha primeira, uma MTB com pneus 1.0 que foi comigo ate a prova dos 400. E a de estrada, que fez comigo os 600 e 1000. Vocês são o meu melhor remédio (by Fabio Kraemer). Com vocês consegui reverter TODOS os indicadores de vida que estavam apontando para o beleléu.

Por ultimo mas não menos importante, ao cachorro amarelo de Vale Verde, que me mostrou mais uma faceta da palavra SUPERACAO!

Muito obrigado meus AMIGOS!


Ivã Dagoberto Boesing
(51)9177 5620
http://www.facebook.com/iva.boesing

Giro do Chimarrão II - Relato do Claudemir Sperandio

Written By ninki on domingo, 28 de outubro de 2012 | 06:56

Bom, estava ansioso em fazer este Brevet de 1000 km por dois motivos primordiais, terminar minha meta que tracei no começo deste ano e conhecer o Rio Grande do Sul, um estado que sempre me chamou a atenção pela sua cultura e costumes. Este ano minha meta era completar a série em vários estados do país, tornando os Brevets em passeios turísticos pedalando.

Fiz o 200 km em Rio das Ostras, organização muito competente e região muito bela. Os 300 Km fiz em Florianópolis, também não conhecia Santa Catarina, a ilha me surpreendeu quanto à sua beleza e o estado na região litorânea é muito industrializado e turístico.

O 400km e o 600km fiz em São Paulo, altimetria pesada, muitas cidades de grande porte próximas, também muita infra estrutura em postos e pontos de alimentação a qualquer hora do dia e da noite.



Enfim chegou a hora dos 1000zinhos, coisa leve...hehehehe, admito que fui surpreendido em alguns trechos pela falta de sinalização das rodovias (deveria ter estudado mais o trajeto admito), já no 14km da largada bati o pneu dianteiro em uma "tartaruga" de sinalização e cortou minha câmara de ar, quando estava consertando o pneu percebi que todos tinham me passado.

Na tentativa de chegar junto com a turma no PC1 "soquei a bota", de cabeça baixa e média alta , não percebi que tinha que entrar ás direita no km18 e passei direto chegando à cidade de Guaíba. Bom, lá se foram 22 km a mais...chegando em Raabelândia verifiquei que todos estavam de saída para a venda do Sr. Dário, minha estratégia era dormir na Raabelândia no Pc 3.

Com o passar das horas a noite foi chegando e esfriando, fiquei um pouco assustado com a quantidade de caminhões de containers. No Pc 2 me vesti para encarar o frio tomei uma sopa quente e parti para o posto Frank (meu ponto de janta), encontrei meus novos amigos de Teutônia desanimados e com intenção de parar, aconselhei a turma que fosse até Raabelândia dormissem 1:30hs e depois decidissem se continuariam ou não.

Cheguei no pc3 2h12m fui para pousada e dormi até às 4:00hs, à noite não estava mais tão fria e com o surgir do sol ficou uma pedalada muito gostosa, curti a paisagem e sem perceber já estava no Pc 4 às 8:20h.

 Saí do Pc em companhia do Cézar do Rio de Janeiro, e paramos para almoçar às 11:00hs em Candelária, agora só faltava a temida subida da serra de 6,5km com forte elevação, para ajudar era próximo das 14:00h e o sol estava de derreter o asfalto, eu tinha a esperança de ter sombras na subida o que acabou não acontecendo, subimos uma parte à pé e a água de todos acabou no meio da subida, caminhei com o Sr. Marciano (mais um amigo inesquecível), descansamos quando encontrávamos pequenos pontos de sombras e por fim pedimos água para moradores na beira da estrada. Passando este "perrengue" da serra cheguei no Pc 5 às 15:25h.

 Até Cruz Alta o trecho foi muito pesado, cheguei no hotel esgotado às 23:47h, banho tomado e deitei um pouco, minha meta era sair as 2:00h, mas não contava com o pneu furado, trocado a câmara saímos eu o Cézar e o Rafael às 3h, a pedalada foi com uma média baixa devido ser noite e a estrada esburacada, quando amanheceu percebi que pelo horário iria chegar ao Pc após ele ter fechado, "soquei a bota" porém a altimetria não ajudou, cheguei no trevo para Espumoso faltando 10km para o Pc e 35min de tempo restante, neste momento toda a canseira sumiu, pedalei com força total e consegui chegar no Pc 7 faltando 9 min para fechar, uhuuu! Valeu.

O trecho de Espumoso até o Restaurante do Carlão foi de sol muito quente, e para piorar não se via casas nas redondezas, passei sede, tive medo de desidratar, cheguei a pensar em desistir para minha segurança, mas faltando 9 km para o Restaurante encontrei uma casa do Sr. Gerson que me serviu água geladinha.

Depois do almoço cheguei ao Pc 8 às 15:55h, após muitas subidas cheguei a descida da serra, cara! Muita adrenalina e lindo parecia que eu estava em queda livre, e no decorrer da descida iam surgindo paredões “monstros” inesquecíveis.

Quando fiz o contorno para Santa Cruz do Sul pedalei uns 9 km de pura tensão e medo, estava escuro e não tinha como pedalar no acostamento, fui obrigado a dividir o pista com carros, motos e caminhões, fui muito xingado pelos motoristas (que por sinal não tiro a razão, afinal tinha um maluco na rodovia com uma bike no escuro e apenas uma lanterninha vermelha acesa atrás) cheguei no Pc 9 às 20:00h, logo em seguida choveu.

Dormi no hotel e saí às 24:00h com chuva ainda, pedalada devagar e quando peguei a rodovia para o Vale Verde fiquei com medo de estar errado, no trecho quase não havia sinalização, em Vale Verde entrei na cidade por engano, retornei e consegui pegar a rodovia para o Pesqueiro, minha média não melhorou, o trecho era com acostamento ruim e pista com muitos buracos, como era noite tive que pedalar devagar para não danificar as rodas.

Comi uma massa maravilhosa no pesqueiro e parti para o Pc 10, cheguei em Charqueadas às 6:30h, estava zonzo e escurecendo as vistas, por uns momentos achei que desmaiaria, parei num posto, "empurrei" goela abaixo algumas bolachas de água e sal, descansei um pouco e fui pedalar os 3km que faltavam para chegar ao Pc 10. No Pc 10 eu estava muito ruim, a pressão abaixou tive que ficar deitado por um longo período e comi salgadinhos com muito sódio, estava com medo de não terminar a prova, saí pedalando devagar juntamente com o Rafael, parei antes do pedágio para comer o lanche que foi fornecido no Pc, melhorei consegui melhorar a média, tinha ânsia de vômito, fui controlando a pedalada.

Faltando 12km para chegar tive que parar num posto, tomei um sorvete, meu estômago doía muito e comer algo gelado alivia a dor. Enfim DC Navegantes, achei que nunca chegaria, a alegria de ter chegado superou as dores, venci meus limites.

Eu poderia estar agradecendo muitas pessoas mas no momento só vou relatar duas: minha mulher (me ajudou por telefone quando tinha dúvidas e não tinha mais o mapa da rota) e Deus por ter me dado forças.

Um destaque deste giro foi a hospitalidade dos moradores do Rio Grande do Sul, sempre prontos a ajudarem, em todos os lugares fui bem acolhido.

Giro do Chimarrão II - Relato do Gilson

Written By ninki on quinta-feira, 25 de outubro de 2012 | 06:22


Foi uma grande benção poder participar de mais um Giro do Chimarrão e completá-lo.
Parabéns à equipe maravilhosa de organizadores e voluntários que se doaram para atender a nós ciclistas nos PAs e PCs.
A alimentação estava ótima, faltando um pouco em Cruz Alta no Hotel, pois tínhamos um longo trecho pela frente.
Foi um prazer ajudar o nosso amigo Lazari que passava por dificuldade com o sono e acompanhá-lo durante algumas
horas.
Obrigado Alex, esposa e Vitor pela companhia de Santa Cruz do Sul até o Postaço. Devido a chuva excessiva, meus faróis não continuaram desempenhando corretamente seu papel.

Resolvi ir ao Audax 1000 com pneus 700x23. Adiantei a viagem a Porto Alegre para comprar câmeras que recebessem o líquido milagroso para fazer uma viagem “tranqüila”, pois até então fiz a série com pneus 1.3 da continental aro 26 que não furam com tanta freqüência.





Relato por Trecho:

1º Trecho: 121 km na BR 290, muito calor, fiquei com fome já no km 66 da prova e acabei ignorando esta exigência do corpo, o que em outra oportunidade não faria mais, muitos pneus furados de companheiros de audax e enfim chegou o PC1 na Raabelândia para reabastecimento de muito líquido e comida. Agradeço a gentileza do Tim e do Alex pelas doações.

2º Trecho: 178 km - Furei um pneu antes do Frank com um corte lateral e outro em uma pancada seca em um buraco em direção ao Bar do Dário. Foi-se o investimento feito no dia anterior.

3º Trecho: 128 km - Sem maiores problemas paramos (Rafael Dias e eu) no PC4 e nos reabastecemos até com água de coco, gentilmente cedida pela esposa do João Marciano que neste momento descansava na grama. Fizemos uma parada na Tenda do Naldo PA e degustamos um suco. Chegando perto de Candelária sentimos o drama de termos de pedalar na pista devido as más condições do acostamento naquele momento com o intenso movimento de caminhões que buzinavam e nos tiravam da pista sem dó nem piedade. Depois deste sufoco fomos almoçar para logo em seguida enfrentar o gigante da candelária e Passa Sete.

4º Trecho: 171 km: Candelária é e sempre será um desafio para ciclistas. Como a temperatura estava muito alta, em torno de 28,5º C resolvi subir andando em uma velocidade de 4.7km/h para não comprometer os joelhos, lembrando-me do Francisco do DF em 2010, que não conseguiu continuar devido a fortes dores nos joelhos. Cheguei no Neblinão com fortes dores lombares, estava tenso devido à muitas subidas. Agradeço à massagem que recebi do voluntário do Rio.
Em Estrela Velha, Rafael Dias, Ronildo e eu, comemos uma deliciosa Pizza e logo seguimos viagem. Antes de Cruz Alta, encontramos o Lazari com dificuldades de se manter acordado e o acompanhamos até o Hotel Califórnia, onde dormimos cerca de uma hora e meia.

5º Trecho: 125 km: Saí junto com o Lazari com problemas com sua roda traseira que tocava cada vez mais no quadro, comprometendo assim o desenvolvimento de uma velocidade melhor. Agradeço ao pedaço de bolo que o Lazari repartiu comigo, pois o café da manhã (duas fatias de pão com queijo e presunto e um café; admira-me um Hotel só ter isso a oferecer), foi insuficiente para pedalarmos uma grande distância. Um pouco adiante nos separamos e deixei o Lazari com o voluntário para ver se continuasse ou não. Pedalei então a busca de uma recuperação de tempo, parando em Ibirubá em uma lanchonete para abastecimento. Tive uma boa recuperação e pedalei forte, mas o dia vinha esquentando cada vez mais e fiquei sem água, obrigando-me a entrar em uma porteira em busca d’água a qual foi gentilmente cedida e era água de poço, deliciosamente geladinha. Agradeci e fui adiante, até chegar ao Hotel Horácio PC7, onde novamente abasteci e recebi um salgadinho da organização.

6º Trecho: 117 km: Soledade, Barros Cassal, Restaurante do Carlão, Posto BR PC8, Herveiras e assim por diante. Oooohhhhhhh trecho que não acabava mais. Para mim este trecho foi o mais difícil de todos. Se não fosse as belas paisagens não sei se teria conseguido. No Carlão um sujeito ficou falando que é mole até o posto, pois a maioria do caminho seria descida. Fiquei com muito ódio desse cara, pois o que se subia era algo inimaginável. Mais um furo de pneu e acabei parando em uma borracharia para conserto e abastecimento de água. Perdi algum tempo ali devido a pouca experiência do borracheiro com o pneu de bike. Fui adiante até o Posto BR PC8 que agora estava próximo. Alimentei-me e segui adiante com a dupla de SP que voltou para deixar o cãozinho que correu atrás deles. Mais subidas e descidas até que caiu a chuva prá valer. Descemos a Serra com muita chuva, devagar e cuidando para não deslizar. Depois de descer a serra soquei a bota e fui parar no trevo e aí veio a dúvida Santa Cruz ou Vale Verde, acabei indo para Santa Cruz o que achei que estava certo, mas no decorrer do tempo voltava a dúvida, até que parei em baixo de uma árvore e iria telefonar para a organização, nisto passou o Fiat do apoio, opa devo estar certo e continuei pedalando até chegar em Vera Cruz e fui adiante até chegar a um acesso da área Industrial de Sta Cruz do Sul. Segui um pouco mais e perguntei onde era a Unisc e então achei-me para uma longa subida até o Turist Hotel, onde encontrei a dupla de SP vindo para baixo e fiquei pensando, “acho que também estão perdidos” e avisei que era para cima e não para baixo, mas devido a chuva e barulho da roda não me escutaram, e seguiram para baixo, voltando 20 min depois para o Turist Hotel. Cheguei então ao PC8 onde foi carimbado o passaporte, comendo rapidamente um pedaço de pizza acompanhado de um Gatorade. Estava ensopado devido a chuva torrencial.

7º e último Trecho: 172 km: Não dormi no Turist, pois vi que perderia muito tempo, já que eu estava molhado, resolvi continuar viagem e coincidentemente os amigos Alex, esposa, Vitor e o Teutoniense também saíram naquele momento depois de dormirem três horas. Novamente na chuva descendo a serrinha de Santa Cruz em direção ao Pesque e Pague Panorama, tivemos muita dificuldade de nos mantermos na pista, sendo que mais uma vez não havia acostamento. Assustamo-nos quando a esposa do Alex caiu na nossa rente devido ao desnível, mas logo se recuperou e continuou. Não víamos à hora de entrar na RS 244 onde passaríamos a pedalar com mais tranqüilidade. Chegamos ao Pesque e Pague e recuperamos alguma energia ingerindo aquela massa maravilhosa. Troquei as pilhas, mas estas não duraram muito tempo devido à umidade excessiva e fiquei próximo aos colegas de pedal para não cair em algum buraco que me comprometendo assim alguma roda. Chegando no Postaço, esperei clarear o dia tentando descansar um pouco em uma cadeira, mas como a área é movimentada acordava a cada som que se fazia, uma vez uma palma, outra vez os tacos de outro ciclista que também buscava um espaço para descansar. Então resolvi sair dali, pois via que não seria possível dormir com tranqüilidade e me pus na estrada faltando agora 50 km para chegar ao destino final, o DC tão esperado. Mas não foi fácil, parei umas seis vezes para espantar o sono. Procurei na bolsa por comidas, carbogel, vitaminas, tudo parecia ser necessário neste momento para chegar. Parei no UNIVIAS, tomei dois cafés e fui mastigando algumas castanhas, e de repente, parece que sumiu o sono, aí não aliviei mais até chegar ao DC.
Fui tomar um banho no Hotel e voltei para uma maravilhosa confraternização, entrega de certificado e a medalha inserida em uma cuia de chimarrão – Giro do Chimarrão II – Parabéns pela idéia Ninki. Foi um maravilhoso Audax.

Sugestão: Fazer um abaixo assinado dos Randoneiros do Brasil reivindicando um acostamento digno para que possamos deixar nossas famílias mais tranqüilas quanto a nossa segurança na estrada e também para admirar ainda mais as belezas deste Rio Grande do Sul.

Gilson Rogério Kassulke – Joinville – SC

0XX47 – 9911-9388 - 0XX47 3801-4501

BRM 1000 km - Giro do Chimarrão 2 - Imagens

São estes os álbuns que recebemos até o momento. Quem tiver imagens e quiser compartilhar com todos, basta enviar o link para o nosso e-mails.

giro_chimarrão2

giro_chimarrão 2




IMAGENS do nosso voluntário Mauricio;

ÁLBUM do Juarez do PedAlegre


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Giro do Chimarrão II _ Videos

Written By ninki on quarta-feira, 24 de outubro de 2012 | 15:22

Postei aqui todos os videos que encontrei na NET, no FACE ou que me enviaram, com imagens do nosso Giro do Chimarrão 2.





















Giro do Chimarrão2 - Tempos na "estrada"

Written By ninki on quarta-feira, 17 de outubro de 2012 | 22:15





Dentro da possibilidade, estaremos atualizando online o tempo dos ciclistas que estarão pedalando o Giro do Chimarrão.Alertamos que nem sempre isso será possível, já que estaremos na estrada, e temos "buracos negros" onde nenhuma operadora de celular tem antena.

Briefing Virtual - Parte III

Written By ninki on terça-feira, 16 de outubro de 2012 | 19:42

Giro do Chimarrão - Briefing Virtual - Parte II

Written By ninki on sexta-feira, 12 de outubro de 2012 | 10:12


Para saber tudo sobre o Giro do Chimarrão e realizar sua Inscrição leia o TEXTO.

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Giro do Chimarrão - Alteração PC 05

Written By ninki on quinta-feira, 11 de outubro de 2012 | 10:24

Vocês devem ter notado que houve uma alteração na localização do PC 05, que estava no Km 459 do trajeto (Posto Betrin) e na Tabela de Tempos está no Km 466 (Posto Neblinão).

O novo posto é maior e com mais infra , e conseguimos uma negociação melhor no quesito tempo de atendimento. Além disso, esse posto também tem uma pousada, onde quem estiver pedalando numa velocidade maior, poderá optar por algumas horas de descanso.
O local não tem luxo, mas é aconchegante e limpinho!

A variedade de alimentos oferecidos pelo local também é maior.


Imagem de referência da localização do Posto Neblinão.

Giro do Chimarrão II - Tempo dos PCs

Written By ninki on quarta-feira, 10 de outubro de 2012 | 22:32

Segue a hora de abertura e fechamento dos PCs.

Para saber mais, leia o seguinte TEXTO.




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Giro do Chimarrão II - Sua média será?

Written By ninki on segunda-feira, 8 de outubro de 2012 | 09:18

Uma "animação" com os mapas feitos pelo Udo, onde vocês poderão ver conforme a velocidade que irão desenvolver no trajeto do Giro do Chimarrão, em que ponto do percurso irão estar.

Alertando que a velocidade minima de fechamento dos PCs será calculada a 15/h até o PC 06, no Hotel Califórnia, e depois irá caindo conforme os Kms foram passando. Essa formula é utilizada em todos os Brevet de 1000 e 1200 km do mundo.





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Giro do Gimarrão II - Pré Prova

Written By ninki on quinta-feira, 4 de outubro de 2012 | 05:16

Há pouco mais de 8 minutos, dei a largada do Giro do Chimarrão II da Organização. Já estão na estrada, seguindo em direção ao primeiro PC, os ciclistas Udo Carlos Weisseinstein e Paulo Roberto Bagatini.


Iremos atualizar aqui no site, conforme o andamento do Brevet na estrada!

Boletim 02 - 70 km pedalados. Dentro de meia hora em Butia.

Boletim 03 - 17he35 min - 165 km do trajeto! Nesse momento 19h37, sem novidades, já que estão em trecho do trajeto, onde nenhuma operadora do celular tem antena. E liguei pro seu Dario ( PC2), ainda não haviam chegado por lá...

Boletin 04 - 22he14min - Paulo Roberto Bagatini e Udo Weissenstein, no km 245 do Giro do Chimarrão! Força no pedal guris!!!

Boletim 05 - São 01 h 45 min, 300 km do Giro do Chimarrão pedalados. Udo Weissenstein e Paulo Roberto Bagatini estão indo dormir algumas horas na Pousada em Pantano Grande.

Boletim 06 - 11 horas do segundo dia de pedal - 380 km - rumo a Candelária.

Boletim 07 - 14 h e 35 min - sexta feira - 430 km de pedal.

Boletim 08 - 18 h e 39 min - sexta feira - 465 km - já subiram a serra e agora estão na RS 481, em direção a Cruz Alta.

Boletim 09 - 21 h e 57 min - Bah conversei agora com o Udo e Bagatini eles estão bem! Mas mandaram um recado a todos que vão pedalar o Giro do Chimarrão... aproveitem essas duas semanas que faltam para treinar, porque subir serra com esse calor não tá fácil!!

Boletim 10 - 12 h e 20 - de sábado - Espumoso - 685 km do trajeto

Boletim 11 - sábado - 17 h e 45 min - o sol deu uma folga, mas agora estão pegando vento contra... estão chegando no PC 8.

Boletim 12 - sábado - 18 h 58 min - chegada no PC 08. Muito vento contra na estrada, mas a chuva ainda não chegou na região. Torcendo para que agora ela fique aqui em Poa, afinal o sol forte já se foi...

Recebi uma mensagem as 04 h e 08 min da manhã, estavam no km 840, e pelo que entendi, desistiram naquele momento. Estou tentando entrar em contato com os dois, e assim que eu conseguir atualizo aqui. São 8 horas da manhã.

Boletim 13 - Falei com o Udo e Bagatini, realmente desistiram do Giro do Chimarrão, as 04 h e 08 da manhã. E deixaram um recado importante. para os que irão pedalar no dia 18... Não perder tempo parados!! O negócio é pedalar o máximo de tempo possível.

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Lista de Pré e Inscrições - Giro do Chimarrão

Written By ninki on terça-feira, 2 de outubro de 2012 | 17:02


Segue os nomes dos Ciclistas Pré e Inscritos para o Giro do Chimarrão. Confiram a lista, verefiquem a grafia de seus nomes e caso tenha algum problema entre em contato o mais breve possível com o endereço eletronico da organização.

Para mais Informações e para realizar a sua incrição, veja o TEXTO.



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Giro do Chimarrão - Detalhando o trajeto

Written By ninki on segunda-feira, 1 de outubro de 2012 | 13:16

Vamos publicar agora, a primeira série de imagens detalhando o trajeto, principalmente entradas para os Pcs e "esquinas" do trajeto.


Uma visão geral de todo o trajeto, apenas para ilustrar o  Udo "nosso fazedor" de mapas, colocou as distancias que serão percorridas em cada um dos 36 munícipios por onde passaremos pedalando.

 Saindo do DC, siga pedalando pela Frederico Mentz, dobre na primeira a ESQ. Siga pela São Jorge até o fim e depois pela Av. Voluntários da Pátria, passando por debaixo dos viadutos.


Veja os detalhes na imagem.


Mantenha a sua Direita. Direção Fronteira, pela BR 290.


Depois da Praça de Pedágio da UNIVIAS, siga em frente.


Detalhe, para a chegada no PC 01, e a saída em direção a Encruzilhada do Sul, como estaremos neste trecho durante o dia, usaremos o acesso antigo a BR 471. Este acesso tem pouco acostamento em muitos calombos na pista e no acostamento, além do acumulo de areia. É necessário a sua atenção.

Nota - durante a semana, serão postadas mais imagens detalhando o trajeto.
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Giro do Chimarrão - Briefing Virtual - Parte I

Written By ninki on domingo, 30 de setembro de 2012 | 21:55

Por favor, não utilizem a leitura dinâmica, todas as informações aqui postadas são importantes e devem ser registradas pelos ciclistas participantes.


O Giro do Chimarrão é um evento muito longo, a estrutura da Organização na estrada (veículos e pessoal) será relativamente pequena, devido ao alto custo:

Exemplo: cada veículo locado (sim temos que locar os veículos, já que é muito difícil ciclista-voluntário, querer disponibilizar seu próprio veículo para ajudar na estrada) custará em torno de $ 650.00, para a Organização. Isso sem contar pedágios e custos do motorista (como descanso e alimentação), afinal voluntário também precisa comer e descansar...

Acompanhamento da PRE e PRF:

Enviamos ofícios informando a PRE e a PRF do evento. Porém como todos já devem saber, a estrutura das nossas polícias é limitada, pra não dizer inexistente para acompanhar um trajeto, onde a diferença entre o primeiro e o último ciclista pode chegar a mais de 100 km.

Resgates:

O resgate se necessário poderá demorar. E o ciclista será levado ao ponto seguro mais próximo. Além disso, estamos mapeando todas as estações rodoviárias pelo trajeto, para que o resgatado possa retornar para Porto Alegre, o mais breve possível.

Alertando que para transportar a sua bicicleta no ônibus é necessário que ela esteja embalada. Para tanto providenciamos 15 kits de 5 metros de Plástico bolha, que deverão ser solicitados em caso de necessidade.

Ambulância:

Contrataremos serviço de ambulância apenas para o último trecho (150 km), socorro em caso de acidente será realizado com o atendimento das cidades ou serviço prestado pelas Concessionárias de Pedágios por onde passa o trajeto.


Postos de Controle;

Alguns Postos de Controle serão virtuais, na planilha constará um telefone do voluntário que estará no próximo PC, o primeiro ciclista que assinar essa planilha deverá ligar para o voluntário indicado e informar a previsão de tempo para chegar no próximo PC.

Vistoria:

A vistoria será realizada no DC Navegantes, no dia 18 de Outubro, às 8h.

O ciclista deverá apresentar bicicleta equipada com:

● Dois faróis de boa qualidade com leds;
● Sinalizador traseiro com luz vermelha fixado na bicicleta, (pilhas novas e extras);
● Colete refletivo de boa qualidade, indicado com tiras refletivas marca 3M de 5 cm;
● Capacete ajustado e afivelado;
● O ciclista deverá, durante a vistoria, assinar o Termo de Responsabilidade.

Recomendações da Organização:

● Sempre que possível andar em dupla ou em grupo.
● Se desistir do brevet, não esqueça de avisar a organização por telefone ou no PC mais próximo.
● Participe da reunião técnica e tire as dúvidas.
● Organize a sua estratégia para o brevet e pense onde irá dormir por algumas horas. Se você dormir apenas quando não tiver mais condições de pedalar terá muitas dificuldades para prosseguir depois.
● Leve o cobertor de emergência que ele poderá ser muito útil.

 Carros de apoio

Conforme já divulgado: Para a Série 2012, todos os ciclistas que pretenderem ter este tipo de infra estrutura terão de informar para a Organização:

- nome do condutor;
- modelo e cor do veículo;
- placa do veículo;

O condutor deverá participar obrigatoriamente do nosso Briefing para que esteja ciente de todas as regras do Evento. E ainda informar a Organização noque poderá nos ajudar, caso seja necessário.

Tome cuidado para não perder o Brevet por detalhes e pequenas ajudas não necessárias para você concluir o percurso com sucesso.

Exemplo: Numa prova longa organizada pela SAC, um ciclista parou para trocar de roupa em um ponto não permitido, valendo-se do "seu" carro de apoio. Apesar de ele não ter visto ninguém da Organização no local, oque ele não esperava é que tinha um ciclista vindo na outra direção e que este ciclista comunicou a organização imediatamente via celular, resultado? Perdeu o Brevet! 

 O Percurso

Parte do trajeto é o mesmo utilizado nos Brevet de 400 e 600, alertamos que existem algumas diferenças já que estaremos pedalando em outros dias e não apenas nos de finais de semana.

Dividimos o trajeto em 7 partes, hoje vou falar apenas das Partes I, II e III. Analisando e alertando os pontos necessários.

Alto movimento na BR 290, onde é necessário usar sempre o acostamento, (largo, sujo, rugoso e no trecho depois de Pântano Grande até Cachoeira, com muita brita solta) nunca a linha branca.

Prestar muita atenção sempre que for acessar pontes, geralmente sem acostamento e isso VALE para todas as pontes do trajeto. Primeiro no movimento dos carros e depois porque podem haver “degraus” entre o asfalto e a ponte.

No km 148 da Rodovia, prestem muita atenção, existem TRÊS pontes seguidas, todas sem acostamento e conseqüentemente sem nenhum espaço de fuga.

Maior fluxo de caminhões na RS 471, (entre Pântano Grande e o Seu Darci), estamos acostumados com esta rodovia praticamente livre, mas lembrem-se estaremos neste trecho em plena quinta feira.

Já na BR 153, que se inicia na “esquina” do Papagaio, além do grande fluxo de veículos o acostamento está em sua maioria em péssimas condições, a imagem a seguir é uma amostra do que vocês irão enfrentar.

 A Organização recomenda muito cuidado na 153, principalmente a noite, alguns trechos do acostamento são uma verdadeira armadilha para ciclistas

O primeiro trecho da RS 287, entre Novo Cabrais e Candelária, também tem alguns trechos com britas soltas. 

Logo depois da Rotula que dá acesso a RS 400, em Candelária, tem uma vilinha (veja a imagem a seguir), neste ponto ciclistas da região desaconselham a passagem no período noturno, (iremos fornecer um mapa alternativo, com passagem por dentro de Candelária). Nem preciso explicar porque...

Clique na imagem para ver em tamanho maior.

Passando de Candelária, estaremos subindo a serra, a rodovia é estreita, está em razoáveis condições mas está bem sinalizada. Muita atenção se forem pedalar esse trecho à noite.

Neste trecho da RS 400, se faz muito necessária a leitura das placas de sinalização da rodovia, elas informam cada curva, cada local perigoso, por isso pedalem devagar sempre, acompanhando e obedecendo a sinalização. Descer será mais perigoso do que subir, podem ter certeza!

Pedalem devagar, apreciando a paisagem deslumbrante, aproveitem esse trecho para descansar e guardar energias para os outros 550 km do percurso.

Passa Sete, Sobradinho, Arroio do Tigre (já na RSC 481), Estrela Velha, Salto do Jacuí,  Fortaleza dos Valos, Boa Vista do Incra, e finalmente o acesso a Cruz Alta. Não use o acesso secundário (está bem assinalado no mapa) a Cruz Alta. Este trecho tem o acostamento relativamente em bom estado, sem buracos, mas com britas soltas em alguns trechos.

Iremos passar praticamente dentro destas cidades, então todo cuidado com os acessos é necessário.  Avisamos ainda que teremos poucos pontos de apoio nesta região, com horários reduzidos, e somente em horário comercial.

Vai participar? Então leia mais INFORMAÇÕES e faça a sua Inscrição.
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